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Descubra como as empresas criam aromas que influenciam os clientes nas compras

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Aromas personalizados dos ambientes empresariais atraem e fidelizam clientes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 23/05/2025, às 09h19 - Atualizado às 09h44



O marketing empresarial está cada vez mais preocupado em não somente atrair, mas também fidelizar seus consumidores e para isso está de olhos em todos os detalhes, até mesmo os que se referem aos sentidos. E o olfato é a grande aposta da vez. Por isso, as empresas, principalmente as de grande porte, estão criando suas marcas aromáticas, cheiros e perfumes personalizados que remetem os clientes aos seus logotipos e às ideias que as companhias em questão desejam vender.

Uma reportagem do Valor Econômico destaca que cheiro é status, poder, pois é notado e lembrado de forma subconsciente, instantaneamente pelas pessoas ao serem estimulados e relacionados com algum aspecto, como credibilidade, riqueza etc.

A memória olfativa está gerando uma grande indústria e fazendo muita gente lucrar com a criação dos aromas para ambientes empresariais. Mas como eles são feitos? Segundo os especialistas, o processamento de aromas no cérebro é um dos mecanismos mais rápidos do sistema sensorial humano.

De acordo com a matéria, por terem estudado aromaterapia e seus efeitos psicofísicos, os cientistas da área apostam no resgate de memórias olfativas que remetam a lembranças afetivas. “Os pacientes entram na clínica e reconhecem o cheiro gostoso, dizem que sentem o ambiente agradável e acolhedor”, afirmam.

“O processamento de aromas no cérebro é um dos mecanismos mais rápidos do sistema sensorial humano”, afirma a neurocientista cognitiva comportamental Vanessa Clarizia Marchesin, professora do curso de ciências do consumo da ESPM. “Ele envolve uma rede complexa de estruturas neurais, que transformam moléculas odoríferas em sensações, memórias e até comportamentos.”

A psicóloga Mariana de Mello Gusso Espinola, doutora em tecnologia em saúde e professora do curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que trabalha com neuropsicologia, explica que o olfato é nosso sentido mais primitivo, o primeiro que usamos na conexão com o mundo. E é dessa forma que as fragrâncias saem dos laboratórios diretos para os ambientes corporativos e para o cérebro dos consumidores que se rendem às estratégias do marketing empresarial.

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