Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 19/12/2025, às 11h14 - Atualizado às 11h16
O setores de moda e beleza no Brasil prometem ser os principais impulsionadores do varejo no final do ano, tendo a Inteligência Artificial (IA) com um papel crucial na otimização desses resultados, especialmente durante as liquidações, pois a ferramenta é essencial para personalizar a experiência do cliente e otimizar as operações do no e-commerce.
A procura por roupas, calçados, moda e itens de beleza deve movimentar o comércio online no Natal e réveillon, em função das tradicionais liquidações que começam no final de dezembro e seguem pelo mês de janeiro. Os dados são da recente pesquisa realizada pela Tray, plataforma de e-commerce da LWSA, com base em sinais de consumo captados ao longo do segundo semestre.
O levantamento recente da plataforma apontou que 39% dos entrevistados pretendem comprar roupas neste fim de ano e 25% itens de beleza. No Natal de 2025, o comércio eletrônico deve movimentar R$26,82 bilhões, 14,95% a mais em relação ao ano passado, segundo projeções da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce). A estimativa considera as vendas entre a Black Friday e o dia 25 de dezembro.
A Confederaçaõ nacional dos Dirigentes Lojistas - CNDL e o Serviçod e Proteção ao Crédito-SPC Brasil também projetam movimentação de R$84,9 bilhões e a ida de 124,3 milhões de consumidores às compras, com destaque para categorias como roupas, perfumes/cosméticos e calçados.
Além de aumentar vendas, este período é uma oportunidade para quem vende online fidelizar novos clientes. As ações podem incluir descontos e apostas em kits de produtos, cashbacks e parcerias com empresas de serviços para descontos em estacionamentos, bares e restaurantes para atrair e fidelizar clientes. “A jornada de vendas do final de ano começa na Black e termina nas liquidações. Em novembro, o consumidor procurou principalmente eletroeletrônicos e celulares e, agora, no Natal, data emotiva e presenteável, artigos de vestuário, calçados, acessórios”, explica Thiago Mazeto, diretor da Tray.
Plataformas de e-commerce facilitam a jornada do empreendedor que vende online, com automações e integrações aos maiores marketplaces e plataformas digitais, que permitem sua atuação em múltiplas plataformas, de forma centralizada.
Planejamento, margem e pagamento
Além disso, para aproveitar as oportunidades do período com antecedência, o empreendedor deve ter planejado com antecedência sua estratégia de vendas, que inclui provisionar demanda, estoque e precificação para não comprometer margem e, ao mesmo tempo, garantir um checkout preparado para diferentes preferências de pagamento. “Além de executar as ações de alta sazonalidade, o empreendedor deve aproveitar esse período para avaliar o que funcionou, identificar pontos de melhoria e já projetar suas estratégias para 2026. Planejamento e gestão precisam anteceder esse momento e seguir como prioridade após o encerramento do ano”, afirma Marcelo Navarini, diretor do Bling.
Já no pagamento, o lojista precisa reduzir barreiras e ampliar conversão com a oferta de múltiplas formas de pagamento. “Na pesquisa de Black, o Pix chegou a 38% da preferência (com avanço relevante vs. 2024), mas o cartão de crédito ainda é a forma de pagamento mais utilizada. Contudo, a oferta de múltiplos meios de pagamento atende diferentes perfis de consumo e reduz barreiras no fechamento da compra”, destaca Monisi Costa, diretora executiva de Banking e Payment da Vindi.
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