Economia & Mercado

Dia dos Pais: Tarifaço pode impactar na escolha dos presentes; confira alternativas para driblá-lo

Rovena Rosa/Agência Brasil
Escolha pelo presente do Dia dos Pais pode ser desafio em cenário de incertezas na economia global  |   Bnews - Divulgação Rovena Rosa/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 08/08/2025, às 06h00



Em meio a um cenário de incertezas na economia global, a escolha pelo presente do Dia dos pais pode se tornar um desafio este ano. O economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Edval Landulfo, aponta que diversos fatores podem afetar nas decisões das compras dos filhos.

"Uma das mais óbvias é em relação ao preço dos produtos, afetado pela inflação, pelas taxas de juros e pela confiança do consumidor, ou seja, por aquele otimismo em relação à economia e tendência de mercado, que vai impulsionar a demanda, a disponibilidade de produto, a publicidade e as condições de pagamentos", contou o economista.

Sobre as taxas de juros, o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, ressalta que estas são os fatores que mais podem influenciar na escolha dos presentes. “A Fecomércio BA vem observando o cenário de juros mais altos, atualmente, em 15% ao ano, e impõe dificuldades naturais para que as vendas avancem em um ritmo mais forte”, comentou ao BNews. 

O professor e consultor de economia e finanças, Antonio Carvalho, por sua vez, recomenda cautela no momento da compra. “Em um cenário de incerteza econômica e de mais uma possível crise no horizonte, é importante escolher algo que, preferencialmente, o pai utilize com frequência para gerar a lembrança e o alcance do afeto materializado e que esteja dentro do limite da sua capacidade financeira, que caiba no seu orçamento, nas suas finanças”, disse Carvalho ao BNews. 

Além do presente físico, Carvalho destaca que a presença é o que acaba mais importando. Ele recomenda a promoção de momentos como a preparação de um almoço ou uma confraternização simples que esteja de acordo com a sua condição. “Na compra do presente em um cenário de insegurança econômica, evite o uso do crédito, priorize a compra à vista para evitar compromissos ou endividamento futuro”, recomendou.

Presença ao invés de presentes

Landulfo segue na mesma linha e reforça que a presença, em muitos casos, acaba sendo mais importante do que presentes físicos neste cenário de crises econômicas. “Valorizem presentes que priorizem experiências em vez de itens materiais, como atividades ao ar livre, podendo ser visitação aos parques ou praias. Têm pessoas que preparam um almoço em casa e têm uma experiência bacana fazendo aquela comida que a pessoa mais gosta, ou fazem decorações personalizadas”, destaca.

“Tem a criação de presentes personalizados, feitos à própria mão. Têm pais que são colecionadores, têm pais que gostam de jogar e jogos em grupo no domingo, tanto ao ar-livre quanto jogos de tabuleiros em casa, podem ser alternativas interessantes”, continuou.

Em relação aos presentes físicos, ele enfatiza o planejamento, a pesquisa e as compras feitas antecipadamente para comparação de preços – seja em lojas físicas ou virtuais –, e garantia no tempo de entrega, das promoções e dos cupons. 

“Outra dica bacana é comprar com a família. Às vezes, o filho quer comprar um presente melhor ou uma quantidade maior, então pode juntar os irmãos e adicionar um valor agregado maior, que não vai pesar no bolso de ninguém”, concluiu Landulfo. 

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