Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 22/01/2026, às 20h08
O principal índice da bolsa de valores do Brasil, Ibovespa, subiu 2,20% e encerrou aos 175.589 pontos, nesta quinta-feira (22), batendo um novo recorde de fechamento em 2026, o quinto no ano. Na máxima do dia, chegou a superar os 177 mil pontos. Além disso, o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,2840, menor valor desde 11 de novembro.
Esse avanço está relacionado aos investidores internacionais, que estão alocando parte de seus recursos em países emergentes, como o Brasil, considerados, neste momento, menos impactados pelas tensões comerciais e políticas entre Estados Unidos e Europa. O tom mais moderado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou as tensões externas e continuou favorecendo o país.
As bolsas globais registraram ganhos depois de Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas previstas para oito países europeus, reduzindo a percepção de risco nos mercados.
A Bolsa brasileira renova recorde com apoio de capital externo. O fluxo de recursos estrangeiros que ajudou a derrubar o dólar em comparação o real também influencia positivamente o mercado brasileiro de ações. O Ibovespa apresentou ontem uma alta de 3,3%, a maior variação em um único pregão desde 11 de abril de 2023, atingindo os 171.816 pontos.
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O fechamento em alta das ações de peso no Ibovespa puxaram o bom desempenho do índice. A Petrobras (PETR3) teve um avanço de 0,69%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 0,58%. Já o Itaú (ITUB4) disparou 3,38%.
Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, divulgados hoje, subiram apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, valor que os economistas consideram abaixo do esperado.
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