Economia & Mercado
Acabou a briga judicial com a sócia pela propriedade da Eldorado Brasil Celulose, e o grupo J&F deve construir uma nova planta industrial - projeto antigo que enfrentava disputa na Justiça. A empresa comunicou ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) a ampliação da projeção do que produzirá na linha 2, de 2,3 milhões toneladas de celulose para 2,6 toneladas e firmou acordo para repassar R$ 13,3 milhões em compensações ambientais.
O extrato do acordo com o Governo foi publicado hoje em Diário Oficial, apontando que se chegou a esse valor com base no investimento projetado para o incrementado da produção inicialmente estimado, um custo adicional de R$ 1,9 bilhão. Sobre este valor, foi estipulada a incidência de 0,700% a título de grau de impacto no processo de licença de instalação da fábrica. O valor médio de uma planta fabril de celulose é de cerca de R$ 25 bilhões, conforme os valores anunciados pelas empresas que estão investindo em unidades no Estado.
Segundo o site Campo Grande News, ainda não há prazos definidos para a ampliação. A cidade já tem três plantas de produção de celulose: uma da Eldorado, com capacidade de produzir 1,8 tonelada de celulose/ano, e duas da Suzano. A briga, que foi considerada a maior disputa entre empresas no País, foi encerrada no mês passado, quando a J&F pagou R$ 15 bilhões por 49,41% das ações da sócia.
Além das unidades de Três Lagoas, a região leste do Estado, que passou a ser chamada de Vale da Celulose, tem uma unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo, ativada há um ano. Outra também está em construção em Inocência, da chilena Arauco, e mais uma fábrica, da Bracell, será construída em Bataguassu.
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