Economia & Mercado

Em meio à crise, Correios aumentam gastos; confira

Joédson Alves/Agência Brasil
Banco Central (BC) aponta Correios com principal índice negativo entre estatais, registrando prejuízo histórico  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves/Agência Brasil

Publicado em 05/02/2025, às 08h01 - Atualizado às 08h55   Publicado por Vagner Ferreira



Os Correios aumentaram os seus gastos com dirigentes em meio à sequência de resultados negativos. De acordo com informações de o jornal O Globo, o débito teve aumento de 38%, passando de R$ 5,910 milhões em 2022 para R$ 8,159 milhões em 2023. No ano passado, entre janeiro e setembro, o valor chegava a R$ 6,150 milhões.

O Banco Central (BC) apontou que a estatal possui o principal índice negativo de 2024 entre as demais empresas, com R$ 6,7 bilhões, registrando prejuízo histórico. Um dos fatores que vai na contramão da queda é o aumento na remuneração dos diretores. Em nota, os Correios informaram, segundo O Globo, que "os valores e os reajustes das remunerações executivas nas empresas estatais atendem às instruções e às normas legais que se aplicam a esses órgãos".

Para o Ministério da Gestão e Inovação, a baixa está associada à retomada dos investimentos. Segundo os Correios, os investimentos de 2024 chegaram a R$ 830,27 milhões, com mais 9,2% do que no ano anterior, voltados para a aquisição de equipamentos tecnológicos, veículos e segurança. A empresa apontou que houve diminuição de R$ 2,2 bilhões nas receitas impactadas pela implementação do programa Remessa Conforme.

As despesas, até o terceiro trimestre de 2024, estavam no valor de R$ 393,479 milhões. Os gastos, segundo a reportagem, foram considerados estáveis. O chefe da estatal, Fabiano Silva, acredita que as receitas foram reduzidas devido ao déficit de taxação das compras internacionais.

“Os resultados ainda não são os finais, tem números que podem ser melhores, com um desempenho melhor. Era uma empresa que estava para ser privatizada e isso traz efeitos importantes para a empresa. Quando uma empresa é sucateada como ela foi para ser vendida, temos um trabalho grande para recuperar a empresa”, contou, conforme reportagem de O Globo.  

Os Correios passaram a ser dependentes do Tesouro Nacional para investir em novas tecnologias e logística. Consequentemente, a empresa começou a receber críticas e registrar greves de funcionários. Além disso, houve suspeitas de corrupção que pesaram ainda mais no mau desempenho da estatal no mercado. 

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