Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 06/12/2025, às 16h47
Em meio à maior crise financeira de sua história, os Correios podem demitir até 15 mil funcionários, conforme aponta o jornal O Globo. A estatal aguarda um aporte emergencial do Tesouro, estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões até o dia 16 de dezembro para garantir o pagamento de salários, 13º e fornecedores, enquanto tenta avançar na negociação de um empréstimo de R$ 20 bilhões com bancos, com base nas condições exigidas pelo Tesouro.
O plano de reestruturação dos Correios ampliou a projeção de redução do quadro de pessoal por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Além disso, a proposta prevê o fechamento de cerca de mil agências em todo o país, a criação de um novo plano de cargos e salários, ajustes no plano de saúde para cortar despesas e mudanças na gestão do fundo de pensão Postalis, com foco em fortalecer a governança.
As tratativas pelo empréstimo envolvem cinco bancos. São eles: Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil, Banco do Brasil e Safra. Eles chegaram a oferecer uma operação em três etapas, totalizando R$ 20 bilhões, mas com juros de 136% do CDI, acima do limite de 120% aceito pelo Tesouro para operações com garantia da União. Por isso, a proposta foi rejeitada.
Por causa da crise financeira, os Correios suspenderam o vale-natal de R$ 2,5 mil previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e que foi pago em 2024.
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