Economia & Mercado

Entenda como empresas digitais estão expandindo para o mercado físico no pós-pandemia

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Após pandemia empresas estão seguindo caminho contrário para ampliar alcance e número de clientes  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 15/01/2025, às 08h50 - Atualizado às 08h52



A digitalização do comércio cresceu na pandemia, permitindo que empresas continuassem atendendo seus clientes em meio às restrições. No entanto, com o fim desse período, algumas empresas digitais têm trilhado o caminho inverso, investindo em lojas físicas.

Empresas como a Wine, focada em vinhos, e a Mobly, voltada para móveis, surgiram no contexto da crise sanitária, mas agora buscam ampliar sua presença. Uma pesquisa do Shopify revelou que 80% das vendas no varejo ainda ocorrem em lojas físicas.

Manter uma atuação no mercado físico pode impactar positivamente as receitas, principalmente para varejistas, fortalecendo a interação com os consumidores e com novas oportunidades de crescimento.

Consumidores buscam empresas adaptadas para suas necessidades

Segundo a pesquisa CX Trends, 62% dos consumidores acreditam que as empresas poderiam oferecer um serviço mais personalizado. Ou seja, os clientes desejam experiências de compra alinhadas às suas expectativas.

O comportamento do consumidor atual reflete a busca por conveniência, fator que impulsionou o crescimento do e-commerce. Contudo, muitos não abrem mão de tocar e experimentar produtos antes da compra.

Portanto, integrar ambientes digitais e físicos pode elevar o desempenho de vendas, como demonstram os números e a estratégia de expansão de empresas digitais para o varejo físico.

Lojas físicas contam com vantagens para os clientes

No varejo, as lojas físicas continuam representando uma parcela considerável das vendas mensais. No Brasil, unidades em grandes centros urbanos registram alta movimentação durante todo o ano, principalmente em períodos festivos.

Embora o e-commerce traga vantagens, as lojas físicas também oferecem benefícios, como:

- interação direta com os produtos: os clientes podem experimentar, tocar e avaliar os itens pessoalmente.

- Fortalecimento da confiança na marca: a presença física, incluindo locais como shoppings, transmite maior credibilidade ao consumidor.

- Compras imediatas: a possibilidade de comprar e levar o produto no mesmo dia é outro diferencial.

Tendência abre espaço para o crediário como forma de pagamento

Com a demanda por lojas físicas no varejo, o crediário é uma solução tradicional nesse segmento e pode ser útil. Esse formato de pagamento funciona como um carnê, emitido diretamente no estabelecimento, que pode ser parcelado em até 48 vezes.

Mesmo com o avanço dos pagamentos digitais, o crediário permanece relevante. Além disso, ferramentas como o Meu Crediário auxiliam os lojistas na gestão financeira, minimizando os riscos de inadimplência.

Para os varejistas, o crediário apresenta vantagens, como:

- maior organização no controle financeiro devido às parcelas fixas.

- Juros reduzidos, que favorecem o consumidor.

- Fidelização dos clientes, promovendo relações mais próximas e flexíveis.

Setor de varejo registrou alta em 2024

Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) indicam um aumento de 5% nas vendas do varejo no acumulado até novembro. Caso os números de dezembro confirmem essa tendência, 2024 pode marcar um recorde nos últimos 10 anos.

Desde 2020, os aumentos no setor não ultrapassavam 2% ao ano, reflexo dos impactos da pandemia e de outros fatores. Esse crescimento demonstra uma recuperação sólida, com potencial para otimizar os resultados das empresas do setor.

Nesse cenário, combinar lojas digitais e físicas fortalece a base de clientes e, a longo prazo, contribui para o aumento das receitas no varejo.

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