Economia & Mercado
Publicado em 20/03/2025, às 13h15 Publicado por Vagner Ferreira
A taxa Selic foi aumentada na última reunião do Comitê de Política Econômica (Copom), do Banco Central (BC), realizada na quarta-feira (19), passando de 13,25% para 14,25%, o maior índice desde 2016. De acordo com informações do jornal O Globo, cinco fatores foram determinantes para a alta. Confira quais foram:
O ciclo de alta continua
A reunião já indicou uma estimativa de aumento de um ponto percentual para o próximo encontro, previsto para maio. Caso ocorra, será o maior aumento desde 2006, quando os juros básicos começaram em 18,00% e terminaram em 13,25%.
"Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, caso o cenário se confirme, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião", comunicou o Copom.
Defasagem no impacto dos juros
O BC mencionou "defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário", o que significa que o impacto das medidas será percebido a longo prazo. Um dos fatores que pode ser afetado é a restrição ao acesso a crédito.
Incertezas com Trump e a política fiscal
As incertezas relacionadas ao tarifaço proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm sido um desafio para a economia. "Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos de desaceleração, desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e o ritmo de crescimento nos demais países", apontou o BC.
De acordo com a reportagem, a política fiscal brasileira também tem se mostrado um fator predominante. "A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida continua impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes", complementou o banco.
Cautela com o PIB
As perspectivas negativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre (0,2%) geraram desaceleração, e o BC informou que os indícios sugerem uma "incipiente moderação da economia".
Projeções elevadas
Os índices de inflação ainda estão distantes da meta de 3,0%. Para 2026, a projeção é de que o teto não seja atingido, ficando em 3,9%, com um índice estimado em 15% no final deste ano, conforme o Boletim Focus.
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