Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 25/07/2025, às 11h41 - Atualizado às 12h31
O ex-diretor financeiro do Itaú, Alexsandro Broedel, está cobrando R$ 15,4 milhões da instituição. O valor, definido em sua defesa apresentada à Justiça, refere-se a bônus que ele alega ainda não ter recebido pelos períodos em que trabalhou no banco.
Broedel foi acusado de suposto conflito de interesses e fraude por, supostamente, beneficiar-se de uma parceria com o professor e contador Eliseu Martins, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Segundo o portal Metrópoles, há dois processos em andamento, e o Itaú inicialmente cobra R$ 10 milhões referentes a valores pagos por pareceres emitidos.
A defesa de Broedel afirma que cerca de 70% dos bônus de desempenho eram pagos de forma diluída ao longo de, pelo menos, três anos — e que o ex-executivo ainda tem valores a receber, inclusive proporcionais ao período até meados de 2024. Alega ainda que ele foi desligado sob o modelo garden leave, que o impede de assumir cargos em concorrentes por até 180 dias.
A equipe jurídica de Broedel também argumenta que o Itaú tinha conhecimento da sociedade com Eliseu Martins, que as decisões não eram tomadas de forma individual e que a parceria teria gerado lucros para o banco. Ele acusa a instituição de ter quebrado seu sigilo bancário ao expor, em uma planilha, dados financeiros dele e do sócio, além de estabelecer uma suposta pressão sobre sua imagem.
O Insper, instituição de ensino superior com cursos de negócios, engenharia, direito e economia, negou qualquer participação na acusação. O Itaú, por sua vez, afirmou desconhecer a sociedade e rebateu as alegações.
Confira a nota do Itaú, segundo o portal Metrópoles:
“O Itaú Unibanco reitera que a ação judicial movida contra Alexsandro Broedel é baseada em fatos devidamente comprovados nos autos, não sendo motivada por conjecturas ou qualquer tipo de retaliação.
“O banco desconhecia a existência de sociedade de fato entre o ex-diretor financeiro e Eliseu Martins, uma vez que Broedel negou, por meio de formulário de compliance preenchido anualmente, ter qualquer “tipo de relação com fornecedores, prestadores de serviço ou parceiros comerciais do banco”.
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