Economia & Mercado
O ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Americanas, Fábio Abrate, realizou a polêmica delação premiada, na qual acusa os bancos que trabalhavam com a Americanas de ocultar, intencionalmente, as informações das dívidas do risco sacado da empresa. Por meio do risco sacado que boa parte das fraudes nos balanços da empresa eram cometidas.
Os bancos que Abrate acusa são, principalmente, o banco Itaú e o Santander. De acordo com o ex-diretor, o Itaú negociava com a Americanas diretamente com os seus altos executivos. Abrate firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Ele é o terceiro ex-executivo da empresa a fechar um acordo. Os outros dois foram ex-diretores Flávia Carneiro e Marcelo Nunes.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, na última segunda-feira (31), 13 ex-executivos e ex-funcionários da Americanas por suposta participação em um esquema de fraudes que teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 22,8 bilhões.
Dados coletados pela Polícia Federal (PF) mostram que a antiga diretoria da Lojas Americanas discutia abertamente as fraudes contábeis que resultaram no rombo bilionário. A direção mantinha uma planilha com os dados reais, para consumo interno, e outra, com os dados fraudados, era apresentada ao mercado e ao conselho de administração, mostra relatório.
Os denunciados respondem por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Nove deles também foram acusados de uso de informação privilegiada.
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