Economia & Mercado
Publicado em 17/01/2025, às 19h12 - Atualizado às 19h22 Andrêzza Moura
A expectativa do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio/ BA), Kelsor Fernandes, é que o novo valor do salário-mínimo de R$ 1.518, que entrou em vigor neste mês de janeiro, impulsione a economia baiana, este ano. A avaliação foi feita no próprio site da federação. O reajuste de 7,5% representa uma alta real de R$ 106 em relação ao valor de R$ 1.412, em 2024.
De acordo Fernandes, se a porcentagem referente ao reajuste fosse direcionado ao varejo, representaria, em média, 1,5% do faturamento total do setor no estado, conforme cálculos da Fecomércio BA. “Embora essa não seja a realidade integral, é esperado que o comércio receba uma parcela significativa desses recursos, especialmente considerando o aumento nos preços dos alimentos, como a carne, que têm imposto desafios às famílias”, avaliou o presidente.
Esse reajuste foi calculado com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 4,84%, acrescido de 2,5%, conforme a política de valorização do salário-mínimo. O novo valor garante um ganho real para os trabalhadores assalariados e també aos beneficiários de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Previdência Social.
Cerca de 60 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas pelo reajuste, resultando em um acréscimo de R$ 6,35 bilhões mensais na economia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Na Bahia, de acordo com a Fecomércio, o impacto será de cerca de R$ 273 milhões adicionais, por mês, o que vai fortalecer a economia local e nacional. Esses recursos adicionais devem estimular a atividade econômica no estado, especialmente por meio do aumento das compras no comércio, no setor de serviços e no pagamento de dívidas em atraso.
Mas, um fator importante pode limitar esse estímulo ao consumo: o aumento da taxa básica de juros, projetado para atingir 14,25% ao ano em março. Essa elevação encarece o crédito, reduzindo a quantidade de recursos disponíveis para o consumo, já que uma parcela maior da renda será destinada ao pagamento de juros.
Em meio as perspectivas, o consultor econômico da Fecomércio, Guilherme Dietze, manifesta preocupação com relaçaõ aos impactos do aumento da taxa SELIC na economia local. "A política monetária restritiva, utilizada para conter a inflação, tem sido aplicada de forma intensa, enquanto não se observa, na mesma medida, ações para mitigar o déficit nas contas públicas, que é a principal raiz do problema”, destaca ele.
Conforme a Fecomércio, "é necessário considerar que o efeito benéfico será, infelizmente, mitigado pelo ciclo de elevação dos juros, que não apenas dificulta o consumo das famílias, mas também impõe um freio à atividade econômica no médio e longo prazo. Mas, apesar dessas ressalvas, o órgão afirmou ser "importante celebrar os avanços proporcionados pela política de valorização do salário-mínimo e reconhecer seu impacto positivo na economia local".
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