Economia

Fecomércio projeta queda de 15% nas vendas em mês do Dia das Mães

Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o Fecomércio, dos oitos setores analisados, seis devem ter retração nas vendas

Publicado em 05/05/2022, às 16h44 - Atualizado às 16h45    Fernando Frazão/Agência Brasil    Redação BNews

Uma projeção divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) aponta que as vendas, no estado, devem cair em até 15% neste mês de maio, quando é comemorado o Dia das Mães. A análise foi feita em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o comércio baiano cresceu 57,3%. Já em comparação com maio de 2019, período anterior à pandemia, o saldo ainda é negativo, de 8,5%.

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O consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, esclareceu a projeção. “Infelizmente, a pandemia trouxe uma desorganização na série histórica, o que dificulta um entendimento mais claro e real da situação do setor”, aponta.

Dos oitos setores analisados, seis devem ter retração nas vendas. Os destaques são dos setores que registraram forte crescimento no ano passado, aqueles ligados a construção civil. Eletroeletrônicos deve registrar queda de 41%, Móveis e decoração devem retrair 33% e materiais de construção, -21%.

Ainda segundo a Fecomércio, outras quedas devem ser de segmentos como veículos e motos (-11%), farmácias e perfumarias (-9%) e outras atividades (-4%). Por outro lado, no campo positivo, os supermercados devem apontar um aumento de 6% e vestuário de 1%. O primeiro setor, por exemplo, segue na lógica inversa dos demais, de possuir uma base fraca de comparação, com que vista em maio de 2021 e 7,7%. O faturamento de R$ 1,55 bilhão estimado deve se aproximar do recorde histórico que foi em maio de 2020.

“Embora não seja um dado específico de vendas para o Dia das Mães, a variação negativa indica a tendência para o mês. De fato, a inflação alta e as famílias altamente endividadas e o crédito muito mais caro, trazem limitações para o consumo”, pontua o Dietze.

As projeções apontam, ainda, que muitas pessoas estão com dificuldades de manter os compromissos do dia a dia e, desta forma, é razoável pensar que não possuem folga para gastar com presentes. No entanto, Dietze destaca que o Dia das Mães é muito relevante para as famílias brasileiras. “Por mais que não seja gasto um valor muito alto neste ano, diante das dificuldades, é natural sempre pensar nas lembrancinhas para não passar a data em branco”, salienta o consultor econômico da Federação.

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