Economia & Mercado
Publicado em 06/10/2026, às 12h18 Bernardo Rego e Eduardo Costa
O superintendente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Menezes, falou nesta terça-feira (6) sobre a expectativa do crescimento econômico da Bahia com a situação política atual do Brasil.
Ao BNews, Vladson classificou o momento como "difícil", principalmente devido ao processo eleitoral.
Acreditamos que a Bahia pode crescer. É óbvio que a gente está num momento que não é um momento fácil, é um momento em que ainda há incerteza. O próprio processo eleitoral e as políticas públicas que o seguirão ainda não estão definidas, de modo que vamos aguardar um pouco, mas temos potencial de desenvolvimento", afirmou.
Sobre a reforma tributária, Vladson disse que ela é positiva para a indústria e a sociedade.
"A reforma tributária é positiva não só para a indústria, mas para a sociedade, na medida em que ela facilita o investimento, ela desonera o investimento, ela facilita a recuperação de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva, mas ela também preocupa", declarou.
"Se ela é positiva genericamente, a gente tem que criar condições de competitividade na Bahia para que, nesse novo cenário em que os incentivos fiscais serão reduzidos, a gente consiga pelo menos criar uma situação de equidade com os estados mais desenvolvidos", afirmou.
Sobre a questão da segurança jurídica, ou seja, manter o empresariado na Bahia, Vladson disse que é uma situação que depende mais do nacional.
"A questão da segurança jurídica eu acho que é uma questão muito mais nacional do que estadual. A gente precisa, de fato, criar um ambiente estável. E isso depende de vários aspectos, e aí acho que não cabe aqui entrar em detalhes. Mas, pavimentando um ambiente de maior segurança jurídica, a Bahia precisa fazer algo além disso. E o que é algo além? Investir em infraestrutura para resolver, inclusive, questões de ordem logística que nós temos. Identificar o nosso potencial — na verdade está identificado —, mas utilizar esse potencial da melhor forma, fazer ele deslanchar", afirmou.
"Se a gente consegue desenvolver isso junto com a cadeia produtiva e ter políticas públicas no Governo da Bahia e no Governo Federal que estimulem esse processo, aí sim nós teremos um novo salto de desenvolvimento que, ao contrário do anterior, vai ser mais interiorizado", disse.
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