Economia & Mercado

Financiamento imobiliário fica mais caro: Três grandes bancos elevam juros para compra da casa própria

Como as Novas Taxas de Juros Afetam a Compra de Imóveis - Reprodução/Redes sociais
Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas, dificultando acesso ao crédito imobiliário e exigindo novo planejamento financeiro.  |   Bnews - Divulgação Como as Novas Taxas de Juros Afetam a Compra de Imóveis - Reprodução/Redes sociais
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 30/10/2026, às 08h07 - Atualizado às 09h02



Quem deseja comprar a casa própria por meio de financiamento terá de redobrar a atenção aos custos e fazer um novo planejamento. O Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas de juros cobradas no crédito imobiliário, em um movimento que encarece as operações e pode dificultar o acesso ao financiamento, segundo levantamento do G1.

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Com as mudanças, as taxas mínimas anunciadas pelas três instituições passaram a ser de 13,60% ao ano no Bradesco, 12,95% no Itaú e 12,49% no Santander, todas acrescidas da Taxa Referencial (TR). O reajuste ocorre em meio à alta dos juros futuros e ao aumento do custo de captação de recursos pelos bancos.

Veja como ficaram as taxas dos bancos

O Bradesco foi o primeiro a anunciar o reajuste, elevando os juros mínimos de 11,69% para 13,60% ao ano, mais TR. O Itaú seguiu e também aumentou sua taxa, que passou de 11,99% para 12,95% ao ano.

O Santander informou que fará o reajuste nesta sexta-feira (30), passando a oferecer financiamentos com juros a partir de 12,49% ao ano, mais TR. As condições efetivas podem variar conforme análise de crédito e perfil do cliente.

Por que os juros subiram?

O aumento está relacionado à alta dos juros futuros, que encarece o dinheiro captado pelas instituições bancárias para conceder empréstimos. Outro motivo é a redução dos recursos disponíveis na poupança, fonte usada para financiamento imobiliário.

Caixa não fez reajuste 

A Caixa ainda não informou se faria o reajuste. O banco é a principal instituição do mercado de crédito habitacional e respondeu por R$ 68,8 bilhões em financiamentos para aquisição e construção de imóveis entre janeiro e setembro de 2026.

A instituição tem participação importante no setor imobiliário, inclusive por meio de linhas com recursos direcionados e programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.

O que muda para quem pretende comprar um imóvel?

O consumidor com o aumento dos juros pode pagar mais pelo financiamento ao longo dos anos. Especialista econômicos recomendam comparar as condições oferecidas pelas instituições antes de fechar contrato.

De acordo com os técnicos é necessário observar o sistema de amortização, o valor da entrada, o prazo de pagamento e o custo efetivo total da operação. As taxas divulgadas pelos bancos são valores mínimos e não representam necessariamente as condições que serão oferecidas a todos os clientes.

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