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Fundador da Reag Investimentos é alvo de nova fase da operação que investiga fraudes no Banco Master

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Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/01/2026, às 08h37



A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira (14) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos. A ação faz parte da segunda etapa da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master.

Além de Mansur, também foram alvo das diligências o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, seu pai Henrique Vorcaro, o cunhado Fabiano Zettel e o empresário baiano Nelson Tanure.

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Trajetória de Mansur

Com experiência em grandes companhias, Mansur criou a Reag em 2012. Em poucos anos, a gestora se consolidou como uma das maiores independentes do país, expandindo rapidamente por meio da administração de fundos exclusivos — geralmente voltados à gestão de patrimônio de um único cotista.

No mercado, Mansur construiu reputação como figura influente na interseção entre finanças e futebol. Ele atua como conselheiro no Palmeiras, administra as finanças da arena do Corinthians e já articulou investimentos bilionários em clubes como Juventus e Portuguesa. Na Faria Lima, era visto como um empreendedor ousado, disposto a assumir riscos. Fora do trabalho, dedica-se ao paraquedismo esportivo. Seu conhecimento em auditoria é apontado como diferencial, por permitir identificar fragilidades em balanços de fundos.

A proximidade com Daniel Vorcaro também é conhecida: a Reag administra alguns fundos ligados ao Banco Master.

Operações suspeitas

Segundo o Banco Central, parte das movimentações consideradas irregulares envolveu fundos da Reag DTVM. Um empréstimo de R$ 459 milhões concedido pelo Master resultou em operações relâmpago com rentabilidade de 10.502.205,65% em 2024.

Entre os casos que chamaram atenção está o Fundo Brain Cash, criado há apenas 20 dias quando recebeu R$ 450 milhões do Master. O patrimônio foi multiplicado cerca de 30 mil vezes em uma única transação, registrada como única operação do fundo. O cotista era uma empresa dirigida por uma ex-funcionária da Reag.

O BC apontou que os empréstimos suspeitos, concedidos a 36 empresas, foram aplicados em fundos de baixo rendimento, inferior ao custo da operação. O volume dessas transações chegou a mais do que o dobro do patrimônio do Banco Master em agosto de 2025.

Outras investigações

A Reag também é investigada na Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no setor de combustíveis e em empresas financeiras.

Defesa de Vorcaro

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro declarou que o empresário “tem colaborado integralmente com as autoridades” e que todas as medidas judiciais serão cumpridas com transparência. O texto reforça que Vorcaro está à disposição para prestar esclarecimentos e confia no devido processo legal para que os fatos sejam apurados de forma objetiva.

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