Economia & Mercado

Geração Z: Homens com ou sem diploma enfrentam desafios semelhantes no mercado de trabalho; veja cenários

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Geração Z tem demonstrado cada vez mais frustração com valor do diploma universitário  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 07/03/2026, às 20h50 - Atualizado às 20h50



A Geração Z tem demonstrado cada vez mais frustração com o valor do diploma universitário e, para muitos jovens, a formação superior já não garante mais uma vantagem clara na hora de conseguir emprego. 

De acordo com o InfoMoney, a taxa de desemprego entre homens de 22 a 27 anos é praticamente a mesma entre aqueles que possuem e que não possuem diploma universitário. O cenário ocorre em meio a mudanças no mercado de trabalho, com empresas reduzindo exigências acadêmicas para algumas funções e parte dos jovens migrando para profissões técnicas. De forma geral, integrantes da Geração Z enfrentam dificuldades para entrar em cargos de nível inicial e os mais afetados são homens recém-formados.

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Levantamento do Federal Reserve aponta que a taxa de desemprego entre graduados recentes gira em torno de 5,6%.Apesar de menor do que a taxa de 7,8%, registrada entre todos os jovens trabalhadores da mesma faixa etária, análises indicam que homens com diploma universitário apresentam atualmente níveis de desemprego muito próximos aos de jovens sem formação superior, conforme Pesquisa Populacional Atual dos Estados Unidos, realizada pelo Financial Times.

A diferença era bem maior no passado. Por volta de 2010, homens sem diploma registravam taxas de desemprego superiores a 15%, enquanto entre graduados universitários o índice era de cerca de 7%.

A diferença também aparece quando se observa o recorte por gênero. Entre homens americanos com diploma universitário, cerca de 7% estão desempregados, enquanto entre as mulheres o índice é de aproximadamente 4%, segundo análise do Financial Times.

Um dos fatores apontados para esse cenário é a expansão de áreas como a saúde, setor que tradicionalmente concentra maior participação feminina. Projeções do Bureau of Labor Statistics indicam que, na próxima década, as profissões ligadas à saúde devem crescer acima da média das demais ocupações, com a criação de cerca de 1,9 milhão de novas vagas por ano.

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