Economia & Mercado

Gigante da moda encerra atividades de loja histórica e demite centenas de funcionários

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Empresa nega crise financeira e diz que fechamento é aposta em nova estratégia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 02/06/2026, às 19h57 - Atualizado às 20h01



A Inditex, conglomerado espanhol e gigante da moda responsável pela marca Zara, anunciou o fechamento em massa de 136 lojas ao redor do mundo. Apesar do impacto do número de unidades físicas encerradas, a direção da companhia informou que a medida não está atrelada a uma crise financeira, mas faz parte de uma ampla estratégia de reorganização das operações globais.

A holding, que também controla as marcas Bershka, Stradivarius, Massimo Dutti, Oysho e Pull & Bear, decidiu encerrar os pontos de venda considerados pequenos ou que tenham desempenho abaixo do esperado.

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Entre as baixas mais simbólicas está o fechamento definitivo da primeira unidade da história da Zara, inaugurada há 51 anos.

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Em contrapartida, o grupo planeja concentrar seus investimentos em megalojas altamente tecnológicas localizadas em grandes centros urbanos e corredores comerciais de intenso movimento.

As novas unidades físicas da Zara foram projetadas para operar de forma híbrida. Além de servirem como pontos tradicionais de venda, as estruturas atuarão diretamente na malha logística da empresa, funcionando como centros de retirada de pedidos feitos pelo aplicativo, locais de devolução e bases de distribuição para o comércio eletrônico.

Segundo a Inditex, a meta é otimizar espaços, reduzir custos operacionais e consolidar em um único endereço funções que antes ficavam dispersas entre várias filiais menores.

Para acelerar o atendimento presencial, a varejista vem equipando suas lojas com recursos de última geração. O pacote tecnológico inclui caixas de autoatendimento (self-checkout); áreas exclusivas para retirada rápida de compras online; integração em tempo real de estoques físicos e digitais; e provadores inteligentes, que indicam ao cliente a disponibilidade imediata de cores e tamanhos sem necessidade de auxílio dos funcionários.

A mudança busca acompanhar a transformação nos hábitos de consumo do público, que passou a transitar de forma fluida entre as plataformas virtuais e as compras presenciais.

Os dados operacionais revelam a velocidade dessa transição. Ao longo do último ano, a rede mundial do grupo encolheu de 5.698 para 5.562 lojas, resultando no saldo de 136 pontos desativados. A maior parte dos encerramentos concentrou-se na Espanha, país sede da multinacional.

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