Economia & Mercado

Governo da Bahia participa de audiência pública promovida pela ANTT sobre a Ferrovia Centro Atlântica

Lucas Pondé/Ascom Seplan
Os secretários do Governo cobraram uma postura da ANTT: "Tem que ser garantido investimento na malha da Bahia imediatamente"  |   Bnews - Divulgação Lucas Pondé/Ascom Seplan

Publicado em 18/10/2024, às 19h07   Cadastrada por Letícia Rastelly



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu, nesta sexta-feira (18), uma audiência pública sobre a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro Atlântica S.A., O evento, que ocorreu no Hotel Mercure, em Salvador teve participação do Governo da Bahia, por meio de diversos secretários do Estado.

Com o objetivo colher sugestões e contribuições da sociedade para aprimorar o projeto de prorrogação do contrato por mais 30 anos, a ANTT apresentou uma proposta de investimentos na ordem de R$ 24 bilhões na infraestrutura ferroviária dos Corredores Leste e Sudeste, que cortam os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

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O secretário da Casa Civil, Afonso Florence, aproveitou o momento para destacar o prejuízo à economia baiana decorrente da falta de atenção e investimentos por parte da concessionária VLI, responsável pelo Corredor Minas-Bahia, que na proposta apresentada pela ANTT está em análise.

“Nós pretendemos contribuir para a renovação antecipada; entretanto, consideramos que as condições propostas precisam ser ajustadas. É imprescindível que os agentes econômicos, clientes da empresa concessionária, tenham condições de competir no mercado global. Tem que ser garantido investimento na malha da Bahia imediatamente, como condicionante para a renovação antecipada. A malha baiana tem que ser requalificada. Esse orçamento previsto é insuficiente para repor o dano econômico, social e político que as empresas tiveram”, afirmou Florence.

Assim como Florence, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, r indispensável a manutenção das ferrovias na Bahia. “Nós temos que entender o valor estratégico de ter uma ferrovia. Não tem como falar de infraestrutura em um estado tão grande e com uma localização estratégica como a Bahia, sem falar em ferrovia. A potencialidade que a Bahia tem na área portuária exige ter o sistema ferroviário para melhorar o recebimento e a entrega de carga, principalmente aquelas de média e longa distância, que hoje não só grãos, como algodão e outros produtos, estão sendo exportados por outros portos”, alertou Passos.

Já secretário estadual do Planejamento, Cláudio Peixoto, falou sobre a articulação para o andamento desses projetos. “Diversas secretarias e órgãos estaduais têm se articulado para realizar estudos e propor projetos com o intuito de impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável do estado, a exemplo do Plano Estratégico Ferroviário. Este plano destaca a ferrovia como importante vetor de desenvolvimento, a partir da formação de hubs logísticos em diversas regiões. Nossa expectativa é trabalhar em parceria com a Infra S.A., empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, que já iniciou os estudos de viabilidade técnica do Corredor Minas-Bahia da FCA”.

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