Economia & Mercado
O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) já prevê que a paralisação dos auditores vai gerar impactos no processamento das restituições de Imposto de Renda deste ano, podendo provocar atraso no pagamento aos contribuintes.
Os trabalhadores estão paralisados desde 26 de novembro do ano passado e o movimento tem travado a entrada e saída de mercadorias do país, além de provocar a suspensão de julgamentos de processos de sonegação fiscal e gerar falhas no lançamento do programa de declaração do IR deste ano.
"Caso a greve continue por muito tempo, teremos ainda o atraso no pagamento das restituições do Imposto de Renda, pois as declarações que caírem na malha devem demorar mais para serem analisadas", afirmou Dão Pereira dos Santos, presidente do Sindifisco.
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As falhas no IR já impactaram diretamente o contribuinte. De acordo com o Sindifisco, foi a greve que provocou o atraso na disponibilização da declaração pré-preenchida. Esse tipo de serviço só ficou disponível a partir de 1º de abril, apesar de o envio da documentação ter começado no dia 17 de março.
Além disso, os auditores fiscais reivindicam um ajuste salarial que o Ministério da Fazenda não aceita, porque argumenta que eles já foram contemplados com um bônus. O sindicato diz que a vantagem concedida não faz parte do salário da categoria e que outras categorias do funcionalismo público federal foram contempladas com reajustes neste ano, mas os auditores não receberam aumento.
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