Economia & Mercado
por Analu Teixeira
Publicado em 13/11/2025, às 20h40
A Hapvida registrou um avanço de 6% na receita líquida no terceiro trimestre de 2025, atingindo R$7,8 bilhões, impulsionada por reajustes nos planos e pela recomposição do ticket médio. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (13), reflete o foco da companhia em eficiência operacional, tecnologia e expansão da rede própria, segundo o presidente Jorge Pinheiro.
O trimestre marcou a aceleração da expansão hospitalar, com sete novos hospitais inaugurados em 2025, entre eles unidades em Recife (PE), Lauro de Freitas (BA) e Santo André (SP), além da flagship Avançada Brigadeiro, em São Paulo. Desde janeiro, também foram abertas 25 novas unidades ambulatoriais, ampliando a presença da empresa nas principais capitais.
“Estamos nos consolidando um ciclo de crescimento sustentável, com investimentos consistentes em rede própria, inovação e eficiência operacional”, afirmou Jorge Pinheiro. “Nosso foco é fortalecer as bases com governança, qualidade e inteligência de dados, ampliando o acesso em todas as regiões do país.”
Inovação e tecnologia no centro da estratégia
A Hapvida mantém atualmente 61 projetos de inovação e 115 soluções de inteligência artificial, sendo 30 já em produção. As ferramentas são utilizadas em áreas como diagnóstico por imagem, medicina preventiva, gestão hospitalar e prontuário inteligente. A expectativa da empresa é de que essas soluções aumentem a precisão clínica e reduzam custos operacionais.
No campo científico, o Centro de Pesquisa Hapvida acompanha 890 pacientes em estudos clínicos nas áreas de oncologia, neurologia e obesidade. Até o fim do ano, a previsão é publicar 15 artigos indexados, conectando pesquisa e prática médica. Além disso, o programa de Educação Médica Continuada ConectaMed já capacitou 8,5 mil profissionais de saúde, por meio de cursos e simulações práticas.
Resultados financeiros e eficiência
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$746 milhões, com margem de cerca de 8%. A sinistralidade caixa ficou em 75,2%, influenciada pela sazonalidade do período e pela maturação de novas estruturas hospitalares.
Mesmo com o consumo de R$51 milhões no fluxo de caixa livre no trimestre, devido a pagamentos pontuais, a empresa manteve alavancagem controlada, com dívida líquida equivalente a 1,0x o Ebitda. O indicador reforça o perfil conservador da companhia, com melhora no custo médio e alongamento dos prazos de pagamento.
Crescimento da base de clientes
A operadora encerrou o trimestre com 8,869 milhões de beneficiários em planos de saúde, alta de 6,1% em doze meses, e 7,107 milhões de beneficiários odontológicos, crescimento de 4,2% no mesmo período. O ticket médio consolidado chegou a R$292,70.
A expansão da carteira reflete, segundo a empresa, a retomada comercial e o fortalecimento das operações em mercados estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro.
Perspectivas
Para os próximos trimestres, a Hapvida pretende manter o ritmo de investimentos em rede própria, inovação e pesquisa, buscando equilibrar crescimento e eficiência financeira. A estratégia é sustentar um ciclo de expansão com foco em tecnologia, qualidade assistencial e digitalização.
“Entramos nos próximos trimestres com o compromisso de fortalecer nossa governança e ampliar a eficiência operacional”, destacou Pinheiro. “A confiança que recebemos nos inspira a seguir firmes em nossa missão de cuidar da saúde dos brasileiros, preparando uma jornada ainda mais sólida em 2026.”
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