Economia & Mercado
Publicado em 25/03/2025, às 12h40 - Atualizado às 13h19 Publicado por Vagner Ferreira
As mulheres contraem mais dívidas, porém, no geral, são mais empenhadas em quitá-las, conforme levantamento feito pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pela Serasa.
De acordo com informações do portal Agência Brasil, a diferença entre os gêneros diminuiu nos primeiros meses de 2025 quando comparada com o ano anterior. Ainda assim, as mulheres continuam registrando alta na aquisição de dívidas, com índice de 76,9%, enquanto os homens tiveram percentual de 76%.
O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, associa o resultado à diferença salarial. “Isso vem diminuindo ao longo do tempo, e tem todo um processo de maior independência feminina no mercado de trabalho, e de independência dentro da estrutura familiar. Antigamente, a diferença era ainda maior, e elas dependiam muito mais do cônjuge ou de algum outro familiar. Então, o endividamento é maior porque aquela pessoa precisa de mais crédito, já que ela tem menos renda para conseguir lidar com seu dia a dia e sua vida”, explicou, segundo a reportagem.
O Serasa informou que 93% das mulheres participam das despesas da família, sendo, no geral, 33% dessas, as únicas responsáveis. A análise mostra que, nas classes D e E, o índice é maior (43%). Ainda conforme a pesquisa, 40% delas informaram priorizar os pagamentos das dívidas e 25% fecharam mais acordos no Feirão Serasa Limpa Nome.
A dificuldade de acesso a crédito (47%) está entre os principais fatores de endividamento, visto que 85% das mulheres já tiveram alguma solicitação negada. O desejo por outros recursos são voltados, na maioria das vezes, para pagamento de despesas inesperadas (26%) e cartão de crédito (22%).
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