Economia & Mercado

Indústria brasileira busca fortalecer exportações e parcerias no Encontro Brasil-Alemanha em Salvador

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Evento reúne empresários e autoridades para discutir cooperação e desenvolvimento sustentável na esfera Brasil Alemanha.  |   Bnews - Divulgação Freepik
Alex Torres e Thiago Teixeira

por Alex Torres e Thiago Teixeira

Publicado em 17/06/2025, às 11h45 - Atualizado às 11h50



Salvador recebe o 41º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha (EEBA), considerado um dos mais relevantes na agenda econômica bilateral entre os dois países. O evento, está sendo realizado desde a última segunda-feira (16), no SENAI Cimatec, reúne empresários, autoridades e especialistas para discutir oportunidades de negócios, cooperação tecnológica e desenvolvimento sustentável.

Com liderança da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o principal objetivo do encontro é dialogar sobre as exportações brasileiras para o mercado alemão e consolidar parcerias estratégicas, especialmente em áreas como energia renovável e descarbonização da economia.

Durante o evento, o Head de Parcerias Globais da Deutsche Bahn, Gustavo Gardini, destacou ao BNews a importância da aproximação entre Brasil e Alemanha, especialmente no contexto da transição energética.

É um privilégio estar aqui no 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha e no 4º Encontro de Energia. Esses eventos são plataformas fundamentais para desenvolver parcerias concretas que impulsionem projetos, sobretudo na área da descarbonização e da transição energética tanto no Brasil quanto na Alemanha”, afirmou.

Gardini ressaltou que programas como o H2AP, implementado pela GIZ com apoio do Ministério da Economia e Energia da Alemanha, são fundamentais para acelerar o desenvolvimento de projetos envolvendo hidrogênio verde — considerado uma das principais apostas para a redução das emissões de carbono no mundo.

O hidrogênio e seus derivados, como metanol e amônia, têm um potencial enorme, não só para a indústria, mas também para setores como transporte marítimo e produção de fertilizantes. O Brasil, por sua matriz energética limpa e abundante, se torna um dos principais destinos de interesse para investidores e desenvolvedores de tecnologias verdes”, explicou.

O executivo destacou ainda que o Brasil importa atualmente cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que abre espaço para investimentos locais na produção desses insumos a partir de hidrogênio de baixo carbono.

O país tem uma vantagem competitiva enorme por conta do custo reduzido na geração de energia renovável. Isso torna os projetos de hidrogênio verde no Brasil altamente atrativos, inclusive para empresas como a Deutsche Bahn, que já participa de iniciativas locais”, completou.

Confira a entrevista completa:

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