Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 10/07/2025, às 10h04 - Atualizado às 11h16
A taxação de 50% imposta nesta quarta-feira (9) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros ameaça setores com grande peso no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, como a indústria.
Para o presidente do conselho da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, o Brasil precisa adotar uma estratégia comercial mais pragmática diante de um cenário global marcado pelo protecionismo. Ele alerta que esse tipo de embate compromete a competitividade no comércio internacional.
“Os Estados Unidos gostam de importar produtos de alto valor agregado, com maior especialização e salários mais altos. Se você consegue vender para lá, é porque seu setor é muito competitivo”, afirmou Roriz, destacando que o plástico é um dos itens com maior impacto no PIB brasileiro.
O executivo reforça que a atual tensão tarifária evidencia a necessidade de o Brasil pensar além dos conflitos diplomáticos e promover o diálogo para construir relações comerciais sólidas e garantir as exportações de equipamentos, combustíveis e máquinas. “É bom que o presidente Lula entenda que o Brasil precisa parar de entrar em brigas lá fora e possa aproveitar as oportunidades”, acrescentou.
Roriz também comparou os custos de produção entre o Brasil e a China, destacando a necessidade de o país se estruturar melhor para disputar o mercado global. “A China tem uma escala maior, com um terço da produção mundial. Com tamanha competitividade, eles podem comprometer a nossa indústria”, alertou.
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