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Investir na saúde mental dos colaboradores é uma estratégia empresarial para sucesso, afirma especialista

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Especialista aborda importância da saúde mental dos colaboradores para empresas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

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Publicado em 08/07/2024, às 09h40 - Atualizado às 09h51



Cada vez mais, as lideranças e a área de Recursos Humanos reconhecem sua responsabilidade ao investir na saúde mental de seus colaboradores. Não é à toa que, neste ano, o Governo Federal criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, instituído pela Lei 14.831, que busca estimular o investimento adequado no bem-estar psicológico dos funcionários. 

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É o que explica Weber Stival, especialista em Controladoria e Finanças e sócio-fundador da Unolife. “Nesse sentido, a educação corporativa recebe destaque como um pilar fundamental para transformar o ambiente organizacional. Ao implementar programas educativos eficazes, as empresas capacitam seus colaboradores a reconhecerem e gerenciarem o estresse, a ansiedade e outros desafios emocionais de forma proativa”, afirma Stival.

Segundo ele, a importância desse método pode ser explicada pelo levantamento do Ministério da Previdência Social, que identificou um aumento alarmante de afastamentos no trabalho relacionados a transtornos mentais. Em 2023, foram mais de 288 mil benefícios concedidos pelo INSS, um aumento de 38% em relação ao ano anterior. 

Para o especialista, esse cenário sublinha a necessidade premente de iniciativas que não apenas reajam a crises individuais, mas também previnam seu surgimento por meio do auxílio contínuo, evitando os altos índices de absenteísmo e rotatividade na equipe. Mais do que manter uma imagem positiva da empresa, os líderes devem levar como compromisso o desenvolvimento de uma cultura organizacional de compreensão e apoio mútuo, onde o diálogo seja prioridade. 

“Podemos considerar os programas de treinamento como o primeiro passo para incentivar a discussão sobre saúde mental, longe de qualquer preconceito ou estigma. Com o apoio do profissional de Recursos Humanos, a liderança pode implementar palestras de sensibilização e debates sobre bem-estar no ambiente de trabalho, visando capacitar as equipes com técnicas de gerenciamento emocional. Essa seria uma resposta imediata para problemas repentinos de estresse ou ansiedade”, salienta. 

De acordo com Stival, os workshops de bem-estar e as sessões de mindfulness - ou meditação científica - também podem preparar os colaboradores com ferramentas para descarregar a tensão da rotina. Por servirem como atividades preventivas, essas práticas melhoram gradativamente a resiliência emocional dos times e promovem um ambiente de trabalho mais tranquilo e produtivo.

“Os programas de apoio psicológico, por sua vez, direcionam os colaboradores a consultas com profissionais especializados para um suporte acessível sempre que necessário. Seja por meio de planos de saúde que incluem o atendimento com psicólogos ou investindo em plataformas online de terapia, esse tipo de intervenção é sustentável e permite que os líderes sejam capazes de lidar com qualquer problema de saúde mental mais grave, promovendo um senso de cuidado sólido dentro da organização”, ressalta. 

E Stival  conclui: “Integrar a saúde mental nas estratégias empresariais, mais do que uma medida de responsabilidade social, é um investimento inteligente que equipa líderes e gestores com os recursos necessários para ouvir suas equipes, prepará-las para os desafios emocionais e, então, compreendê-las cada vez mais. Ao fazê-lo, não só atendemos às dores imediatas de nossos colaboradores, como fortalecemos a base para um futuro de trabalho produtivo e em longo prazo”.

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