Economia & Mercado

IPCA fecha o ano em alta com maior índice desde 2022; alimentos e combustíveis impulsionam aumento

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Com a inflação acima do teto da meta, o Banco Central terá que explicar as razões para esse desvio em breve.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay

Publicado em 10/01/2025, às 11h20   Publicado por Vagner Ferreira



Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10) mostram uma inflação acumulada de 4,83% no Brasil em 2024, ultrapassando o limite da meta de 4,5%. Segundo informações do portal Uol, a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a maior registrada no período de janeiro a dezembro desde 2022, que fechou em 5,78%. Em 2023, o índice foi de 4,62%.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) era de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O aumento foi impulsionado pelo encarecimento de itens como carnes (20,84%), gasolina (0,71%), planos de saúde (7,87%), óleo de soja (29,21%), azeite de oliva (21,53%), café moído (3,6%) e leite longa vida (18,83%).

Desde outubro, a inflação tem ultrapassado o teto da meta, o que obriga o Banco Central a apresentar justificativas para o descumprimento, algo previsto para esta sexta-feira (10). O aumento já havia sido sinalizado no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado em dezembro, que apontava uma probabilidade de 100% de o IPCA superar os 4,5%. Para 2025, a chance de descumprimento da meta é de 50%.

Impacto nos preços
Os combustíveis foram os itens que mais influenciaram a inflação em 2024, com alta de 10,09% no valor total. A gasolina acumulou aumento de 9,71%, o etanol subiu 17,58%, o gás veicular teve alta de 7,66%, e o óleo diesel registrou um acréscimo de 0,66%.

No grupo de alimentos e bebidas, a inflação foi de 7,69% no acumulado de 12 meses. O custo da refeição em domicílio subiu 8,23%, enquanto a alimentação fora de casa teve alta de 6,29%. Entre os produtos, destaque para a carne, que aumentou 20,84%, maior variação desde 2021, quando atingiu 24,84%. O café moído teve variação de 39,60% em 2024, o óleo de soja subiu 29,21%, o azeite de oliva aumentou 21,53%, o leite longa vida registrou 18,83%, e as frutas, em geral, fecharam o ano com alta de 12,12%.

Confira a variação de cada grupo:

Alimentação e bebidas: 7,69%

Educação: 6,7%

Saúde e cuidados pessoais: 6,09%

Transportes: 3,3%

Habitação: 3,06%

Despesas pessoais: 2,94%

Comunicação: 2,94%

Vestuário: 2,78%

Artigos de residência: 1,31%

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