Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 10/09/2025, às 10h15
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou, em dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma queda histórica, com o primeiro resultado negativo desde agosto de 2024 (-0,02%) e o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%). A deflação foi de 0,11% em agosto, representando um recuo de 0,37 ponto porcentual (p.p.), ficando assim, abaixo da taxa de 0,26% de julho.
No comparativo anual, a taxa do IPCA contou com acúmulo de 3,15%. Já em relação aos últimos doze meses, o índice ficou em 5,13%. A variação e a queda foram influenciados pelo grupo: Habitação (-0,90% e -0,14 p.p.); Energia Elétrica Residencial (-4,21% e -0,17 p.p.); Alimentação e bebidas (-0,46% e -0,10 p.p.); e Transportes (-0,27% e -0,06 p.p.).
“Somados, esses três grupos foram responsáveis por -0,30 p.p. de impacto no índice geral. Sem eles, o resultado do IPCA de agosto ficaria em 0,43%”, apontou o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.
Ainda, o setor de Comunicação e Artigos de Residência também contaram com deflação, sendo -0,09% de variação e 0,00 p.p. de impacto. Os demais grupos registraram variações e impactos positivos, com aumento de 50% para 57% em agosto no índice de difusão. São eles: Educação (0,75% e 0,05 p.p.), Saúde e cuidados pessoais (0,54% e 0,07 p.p.), Vestuário (0,72% e 0,03 p.p.) e Despesas pessoais (0,40% e 0,04 p.p.).
“O grupamento dos alimentícios mostrou redução na difusão de julho para agosto, de 50% para 47%, enquanto no grupamento dos não alimentícios houve aumento de 49% para 65%, mostrando uma maior quantidade de subitens com alta de preços. Todavia, a variação do grupamento dos não alimentícios foi de -0,01%, em razão da contribuição da queda na energia elétrica residencial”, avaliou o gerente, segundo a reportagem.
Na alimentação em domicílio, o recuo foi de -0,83%, após redução de 0,69% em julho, com destaque em produtos como tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%).
Já na alimentação fora de casa, o índice desacelerou na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%), com o lanche indo de 1,90% no primeiro mês, para 0,83% no segundo, enquanto a refeição foi de 0,44% para 0,35%.
No setor de transporte, a redução é reflexo da queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%) e do recuo nos combustíveis, como gasolina (0,94%), etanol (-0,82%) e gás veicular (-1,27%). O óleo diesel, por sua vez, teve elevação de 0,16%.
No mais: o grupo Educação variou 0,75% em agosto; no Vestuário (0,72%), o destaque foram para roupa masculina (0,93%) e calçados e acessórios (0,69%); Em Saúde e cuidados pessoais (0,54%),os maiores impactos foram de higiene pessoal (0,80%) e no plano de saúde (0,50%);
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também contabilizou, com menos 0,21% em agosto. Os produtos alimentícios passaram de -0,38% em julho para -0,54% em agosto.
Classificação Indicativa: Livre
Cupom de lançamento
Qualidade Stanley
Imperdível
Super desconto
Café perfeito