Economia & Mercado

Isenção no Imposto de Renda (IR): Saiba o que muda

Joédson Alves/Agência Brasil
Senado aprovou aumento na isenção do Imposto de Renda (IR) e texto segue para sanção presidencial  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 07/11/2025, às 09h43



O Senado aprovou um aumento na isenção do Imposto de Renda (IR) e o texto foi para sanção do presidente Lula. A medida para quem ganha até R$ 5.000 por mês e deve entrar em vigor em 2026, conforme aponta o jornal O Globo. Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais, o valor da taxa deve ser reduzido – acima deste valor, não deve haver mudanças. A tabela geral de Imposto de Renda para a Pessoa Física, por sua vez, não contará com reajuste.

Atualmente, o IR zerado é direcionado para quem ganha R$ 2.428,80. Mas, na prática, a isenção equivale a R$ 3.036 por mês, pois a Receita aplica um desconto simplificado de R$ 607,20, cumprindo uma promessa feita pelo presidente Lula. A faixa de isenção da tabela, no entanto, não será alterada. 

A mudança deve favorecer cerca de 16 milhões de brasileiros, abrangendo tanto os que recebem até R$ 5 mil quanto aqueles com renda de até R$ 7.350, que passarão a pagar menos imposto do que atualmente.

A arrecadação prevista com a mudança é de cerca de R$ 31,2 bilhões em 2026, segundo estimativas de técnicos do governo. Para compensar esse impacto, o Executivo pretende criar um imposto mínimo sobre contribuintes de alta renda e taxar o envio de dividendos ao exterior, medidas que devem gerar aproximadamente R$ 34,1 bilhões em receita.

O novo imposto mínimo será aplicado a quem ganha acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, com alíquotas progressivas que variam de 0% a 10%. A alíquota máxima incidirá apenas sobre rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão anuais. A expectativa do governo é que cerca de 141 mil contribuintes sejam alcançados pela nova tributação, embora nem toda a renda declarada por essas pessoas entre no cálculo do imposto.

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