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Jogos de azar estão impedindo que jovens brasileiros ingressem no ensino superior, diz pesquisa; confira

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Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior mostra novo resultado sobre educação brasileira  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 09/07/2025, às 08h08



Levantamento feito pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), em parceria com a Educa Insights, aponta que 34% dos jovens brasileiros estão adiando o sonho de cursar uma graduação por causa de gastos com jogos de azar, as chamadas Bets. E o Nordeste lidera o ranking, com 44%, segundo informações do portal Uol.

A região Sudeste aparece em seguida, com 41%. A pesquisa aponta também que as pessoas das classes D e E, com renda média familiar de R$ 1 mil, são as mais impactadas. Vale ressaltar que os estudantes com matrículas em universidades também enfrentam desafios devido a envolvimentos com os jogos, visto que 14% disseram atrasar o pagamento da mensalidade ou precisaram trancar o curso. 

"O impacto das bets vai além da captação de novos alunos, afeta a permanência dos que já estão matriculados", disse o diretor geral da Abmes, Paulo Chanan, segundo a reportagem, ressaltando o déficit de evasão de estudantes. "A crescente popularização das bets impacta justamente o público-alvo da educação superior: brasileiros de 18 a 35 anos", continuou.

Segundo projeções, mais de 986 mil alunos podem ficar fora das universidades. Parte dos investimentos dos jogos on-line está sendo direcionado mais para aportes em espaços para atividades físicas (24%) do que no ensino superior. Ainda, 28% dos entrevistados disseram estar deixando de frequentar restaurantes, bares ou sair com amigos. 

“A entidade acredita que o enfrentamento ao impacto das bets deve se dar com responsabilidade e dados, promovendo discussões em fóruns educacionais e políticos. Embora não se posicione diretamente contra a regulamentação do setor de apostas, a Abmes defende que é preciso haver limites, controle e políticas públicas de conscientização”, disse Chanan, segundo a reportagem.

Jovens de 18 a 35 anos disseram apostar de uma a três vezes na semana e, em 2024, 30,8% afirmaram ter investido mais de R$ 350 em média nas bets. Neste ano, o índice foi 45,3% maior quando comparado com o ano anterior.

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