Economia & Mercado

Levantamento revela perfil de empresas que estão inovando na indústria de viagem e turismo

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Levantamento aponta que Brasil possui grande potencial para crescimento do setor; confira  |   Bnews - Divulgação Betto Jr. / Secom
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 18/07/2024, às 10h32 - Atualizado às 10h35



O mercado nacional de viagens gerou R$189,5 bilhões de receita em 2023; um aumento de 7,8% em relação a 2022. Somente as viagens corporativas, de acordo com um levantamento da FecomercioSP, em parceria com a Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), mostra que o setor de turismo corporativo faturou só em janeiro de 2024 cerca de R$ 7,3 bilhões – um aumento de 5,5% em relação ao ano passado. 

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Os dados apontam que o segmento brasileiro de turismo se prepara para retornar aos níveis pré-pandemia. A previsão da Organização das Nações Unidas - ONU Turismo é que a marca seja atingida ainda em 2024, segundo o último Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo, no qual o Brasil foi o único país latino-americano entre as 30 economias melhor posicionadas no que diz respeito ao desenvolvimento do setor.

Neste contexto, as travel techs, como são chamadas as empresas que oferecem soluções tecnológicas para a indústria de turismo, são responsáveis por ajudar a alavancar o setor e transformar digitalmente a experiência de viajar, seja a lazer ou a trabalho. Com o objetivo de compreender o perfil destas empresas, acaba de ser divulgada a segunda edição do Mapa das Travel Techs Brasileiras.  

Segundo o estudo, atualmente, o Brasil possui 205 travel techs em atividade, classificadas em um total de onze categorias. São elas: Tecnologia para outros players (24,4%), Mobilidade (17,6%), Experiências (13,2%), Agenciamento e reservas online (12,2%), Eventos (8,8%), Gestão de Viagens Corporativas (6,8%), Despesas corporativas (5,4%), Serviços para viajantes (4,4%), Hospedagem (3,4%), Programa de fidelidade (2,4%) e Benefício corporativo (1,5%).

Atividades como o check-in, a busca por roteiros em guias turísticos e até a visita à casa de câmbio acabaram migrando para aplicativos no smartphone, motivando a criação e o desenvolvimento de novas empresas que trazem inovação para o setor.

No que diz respeito ao tamanho e grau de maturidade das travel techs, mais de 70% do setor é composto por empresas com até 50 funcionários – dessas, 36,1% têm até 10 funcionários, muitas delas com uma operação liderada pelos fundadores. Empresas com 100 ou mais colaboradores representam apenas 14,2% dos negócios hoje em operação.

"Temos um setor ativo, digitalizado e apto para escalar. Entre as startups do país, as que oferecem soluções para o segmento de viagens ainda são poucas e, em sua maioria, jovens e tocadas por times mais enxutos. Dado o tamanho do mercado de turismo brasileiro e seu potencial de expansão, não seria exagero dizer que estamos diante de uma grande oportunidade de mercado", destaca Marcelo Linhares, CEO e cofundador da Onfly, maior travel tech B2B da América Latina. A empresa foi responsável pelo desenvolvimento do estudo, no primeiro semestre deste ano.

Segundo o executivo, a inteligência artificial já está impactando todos os setores, mas especificamente em viagem e turismo, existem algumas coisas "mais simples" para se resolver antes. “Por exemplo, o cancelamento e a remarcação de voos precisam ser feitos por APIs (conjunto de ferramentas, definições e protocolos para a criação de aplicações de software), em vez de trocas de e-mails ou conversas por telefone. A mesma coisa para check-outs em hoteis com filas intermináveis. Temos muita coisa para fazer, com tecnologia simples, que pode melhorar muito a vida do viajante”, ressalta Linhares.

“O mercado de turismo corporativo é grande e possui muitas ineficiências em função, principalmente, da baixa adoção de tecnologia ainda. Muitas empresas ainda pedem cotação de passagem por e-mail e fazem reservas de hotel por telefone. Até por esse atraso, é um mercado que está sendo completamente disruptivo, com muitas oportunidades, e, em 10 anos, provavelmente vai ser completamente diferente do que é hoje, algo muito parecido com o que aconteceu no mercado de mobilidade, com a chegada do Uber, 99, e de apps de deliverys, com o Ifood e Rappi; e, ainda, com o próprio mercado de viagens desde o surgimento de players como Booking e Airbnb”, finaliza o CEO da Onfly.

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