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Maior aumento do IPCA em 22 anos pressiona Banco Central; veja estimativas

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Alta do IPCA deve aumentar taxa de juros na próxima reunião do Copom; saiba mais  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 13/03/2025, às 10h32 - Atualizado às 10h50   Publicado por Vagner Ferreira



O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) apresentou um aumento de 1,31% em fevereiro de 2025, registrando o maior índice desde 2003. Com isso, o Banco Central (BC) começou a ser pressionado e, assim, deve aumentar a taxa de juros para 14,25% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para acontecer na próxima semana.

No comparativo de 12 meses, a taxa ficou em 5,06%, registrando o maior nível desde setembro de 2023. A energia elétrica foi o principal fator que agravou o aumento do IPCA do mês passado, após a conta ter tido acréscimo de 16,8%. O setor de educação também teve grande impacto, sendo o que mais avançou referente ao preço das mensalidades escolares.

Para o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, 73% da inflação de fevereiro estão associados ao fim do efeito do bônus de Itaipu, da alta da gasolina e do aumento das mensalidades. 

“A inflação no início deste ano foi e voltou, mas o recado que ela nos deu não foi bom. Na média dos resultados de janeiro e fevereiro, a inflação foi de 0,74%, bem maior do que os 0,63% da média dos dois primeiros meses de 2024 e dos 0,39% da média do ano passado como um todo”, informou, segundo reportagem de O Globo.

Em contrapartida, o setor de Alimentos e Bebidas desacelerou durante o mês. O governo Lula anunciou recentemente um pacote anti-inflação, com intuito de zerar a alíquota da importação de produtos como azeite, café, carne e óleo de cozinha e mais. No entanto, apesar de perder o fôlego, ítens como ovo (15,39%) e café (10,77%), tiveram alta nos preços. 

O economista e professor de pós-graduação em Finanças do Ibmec, Gilberto Braga, acredita que a Selic deve encerrar 2025 na faixa mínima de 15%. “Todos os orçamentos públicos são elaborados com a meta de 3% (centro da meta), e a inflação está destoando disso. Isso significa que a pressão em cima da equipe econômica continua”, afirmou, de acordo com O Globo.

“Existe a incerteza na política econômica que tem ocorrido no mercado internacional, que pode contribuir bastante para as decisões de política monetária, e consequentemente da taxa de juros”, continuou.

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