Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 15/02/2026, às 10h43
Lucas Pinheiro Braathen fez história ao levar a primeira medalha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. Após a decisão do atleta em defender o país natal da mãe, o esqui alpino brasileiro passou a ganhar um novo capítulo. A mudança veio após um período turbulento com a federação da Noruega, um anúncio precoce de aposentadoria e o desejo de ter mais liberdade para conduzir a própria carreira, conforme informações do portal Uol.
Da Noruega ao Brasil
Filho do norueguês Bjorn Braathen com a brasileira Alessandra Pinheiro de Castro, Lucas construiu carreira sólida representando a Noruega. Em 2023, chegou ao auge ao se tornar campeão mundial. Antes disso, já havia feito história ao conquistar sua primeira medalha em etapas da Copa do Mundo em Sölden, na Áustria, na temporada 2020/2021, aos 20 anos.
Mesmo após o título mundial, ele surpreendeu o mundo do esporte ao anunciar aposentadoria aos 23 anos. O motivo? Desgaste com a confederação norueguesa e insatisfação com limitações comerciais impostas pela entidade, como do caso de utilizar os patrocinadores da entidade e de estar sob contrato com a Red Bull.
"Muitos estranharam, afinal eu era muito novo e ainda tinha muito a fazer pelo esqui. Voltei atrás cinco meses depois, quando um caminho singular surgiu: defender as cores do Brasil, o país da minha mãe. Era a chance de escrever uma história e levar a bandeira das minhas origens ao topo do esporte de inverno", comentou ele em 2024, conforme aponta o Uol.
"Assim que me tornei campeão do mundo com a Noruega no ano passado, parei e pensei: 'Eu quero contar uma história maior. Eu quero ter voz para exaltar coisas que tenham mais importância do que o resultado de uma competição'", continuou, retornando às pistas meses depois vestindo verde e amarelo.
Busca por liberdade e identidade
A negociação envolveu a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). O presidente da entidade, Anders Pettersson, explicou que o atleta buscava autonomia para montar sua própria equipe e fechar contratos independentes.
Lucas hoje mantém uma estrutura com oito profissionais e orçamento anual estimado em 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 9,2 milhões). A CBDN auxilia na parte logística e institucional, enquanto o atleta capta a maior parte dos recursos via patrocinadores.
Além da Red Bull, Lucas tem parceria com marcas globais como Visa, Corona Zero, Moncler e Oakley. Agora, ele volta às pistas em busca de mais um pódio no slalom masculino, disputado no Stelvio Ski Centre, em Cortina, na Itália. Além dele, outros dois brasileiros estarão na prova: Christian Oliveira Soevik e Giovanni Ongaro.
Classificação Indicativa: Livre
Cupom de lançamento
Qualidade Stanley
Imperdível
Super desconto
Café perfeito