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Mercado: Entenda como fintechs estão redefinindo o crédito no Brasil

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Executivo explica que fintechs democratizam acesso ao crédito nacional; entenda  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 17/12/2024, às 05h30



Nos últimos anos, as fintechs têm desempenhado um papel transformador no setor financeiro, democratizando o acesso ao crédito e desafiando o domínio das instituições tradicionais. De acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital da PwC Brasil e da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), a base de clientes pessoa física das fintechs no Brasil aumentou 82%, saltando de 25,6 milhões em 2022 para 46,7 milhões em 2023.

É o que explica Gabriel Pérgola, fundador e CEO da instituição financeira Up.p. “É notável o quanto o crédito é um fator importante para o crescimento econômico e a inclusão financeira. Ele impulsiona a demanda por bens e serviços, possibilita a realização de sonhos, como o financiamento da educação ou a conquista da casa própria, e permite que pequenas e médias empresas expandam seus negócios. Entretanto, o acesso ao crédito no Brasil sempre foi marcado por altas taxas de juros e burocracias excessivas”, esclarece.

Para que se possa entender melhor, fintech (do inglês financial technology - "tecnologia financeira") é a tecnologia e inovação aplicadas na solução de serviços financeiros e que competem diretamente com o modelo tradicional ainda prevalente do setor. Deste modo, empresas conhecidas como startups que buscam operar e aperfeiçoar serviços financeiros através de soluções tecnológicas são consideradas empresas fintech.

Segundo o executivo, as fintechs surgem como uma alternativa nesse cenário, especialmente no segmento de antecipação de FGTS. Com isso, os clientes conseguem acessar recursos financeiros de forma mais prática e sem os obstáculos tradicionais.

De acordo com o CEO, não é necessário enfrentar filas em agências ou preencher formulários extensos, o cliente pode realizar todas as etapas de forma online, desde a simulação até a assinatura do contrato.

“Toda essa praticidade atrai desde trabalhadores que precisam de liquidez imediata para alguma urgência até consumidores que desejam utilizar o FGTS de forma estratégica”, diz.

Pra Pérgola, ao focar em nichos específicos, como a antecipação do saque-aniversário FGTS  e outros créditos com garantia, as fintechs estão mudando as regras do jogo, oferecendo taxas menores que as cobradas pelas grandes instituições. “Essa segmentação permite atender à demanda que não é alcançada pelos bancos, criando oportunidades de mercado”, pontua.

De acordo com o executivo, é importante ressaltar que a democratização do crédito promovida pelas fintechs vai além do aspecto financeiro. “Ela impacta a sociedade como um todo, pois possibilita que milhões de brasileiros tenham oportunidades. Para trabalhadores de baixa renda, por exemplo, a possibilidade de antecipar o FGTS pode significar a diferença entre conseguir pagar uma dívida ou enfrentar restrições financeiras. Para empreendedores, um empréstimo com condições justas pode ser o impulso necessário para transformar uma ideia em um negócio lucrativo”, ressalta.

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), quatro em cada dez brasileiros adultos estavam negativados em outubro, o que representa mais de 68 milhões de consumidores. Diante desse cenário, as fintechs também são aliadas fundamentais para auxiliar brasileiros endividados a recuperar o equilíbrio financeiro.

“O mercado brasileiro está em um momento único e as fintechs já conquistaram um espaço significativo nesse ecossistema financeiro, como citei anteriormente, demonstrando sua capacidade de transformar o setor. Porém, o potencial de crescimento e inovação é imenso, e as oportunidades que surgem são abundantes. Acredito em um futuro promissor para essas instituições financeiras. Combinando inclusão, tecnologia e competitividade, estamos construindo um sistema mais justo e eficiente. É só o começo”, finaliza Pérgola.

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