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Morte de bilionário dono do OnlyFans aos 43 anos levanta dúvidas sobre fortuna e futuro da plataforma

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Empresário que transformou plataforma em fenômeno global morreu após luta contra o câncer e deixa fortuna bilionária em jogo  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 24/03/2026, às 09h31



O empresário Leonid Radvinsky, responsável por transformar o OnlyFans em um dos negócios mais lucrativos da internet, morreu nesta segunda-feira (23), aos 43 anos. A informação foi confirmada pela Fenix International, que não detalhou o tipo de câncer enfrentado pelo executivo.

Em comunicado, a empresa afirmou que Radvinsky morreu de forma tranquila após um período de tratamento. A família pediu privacidade neste momento.

Quem foi e carreira de Leonid Radvinsky

Nascido em Odesa, na Ucrânia, ele se mudou ainda jovem para os Estados Unidos, onde construiu sua trajetória no setor de tecnologia. Discreto, evitava entrevistas e mantinha baixa exposição pública, mesmo após alcançar o status de bilionário. Ele vivia na Flórida.

Radvinsky assumiu o controle do OnlyFans em 2018, dois anos após a criação da plataforma. Sob sua liderança, o serviço ganhou escala global ao apostar em um modelo de monetização direta entre criadores e seguidores. Embora abrigue diferentes tipos de conteúdo, foi o material adulto que impulsionou o crescimento acelerado, especialmente a partir de 2020, durante a pandemia.

Com a popularização do sistema de assinaturas e a liberdade em relação a restrições comuns em outras redes sociais, o site se consolidou como fenômeno cultural e financeiro. Antes de morrer, o empresário negociava a venda de parte do negócio, segundo informações de mercado.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho da fortuna construída. Apenas em 2024, Radvinsky recebeu cerca de US$ 701 milhões em dividendos — uma média superior a US$ 1,9 milhão por dia. Estimativas recentes indicavam um patrimônio em torno de US$ 4,7 bilhões, colocando-o entre os mais ricos do mundo.

Ao longo dos últimos anos, ele acumulou aproximadamente US$ 1,8 bilhão em dividendos, enquanto a plataforma registrou receita anual de US$ 1,4 bilhão e movimentação de US$ 7,2 bilhões em gastos de usuários.

Além dos negócios, o empresário também realizou doações, incluindo contribuições em criptomoedas para apoiar a Ucrânia após a invasão russa em 2022. Ele também afirmava apoiar projetos de tecnologia aberta e iniciativas sociais.

A carreira de Radvinsky começou ainda nos anos 1990, quando fundou uma empresa ligada a serviços online enquanto estudava na universidade — um início marcado por controvérsias, mas que antecedeu sua consolidação no mercado digital. Com a morte, surgem questionamentos sobre o futuro da plataforma e o destino de sua participação bilionária.

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