Economia & Mercado

Nordeste tem potencial para ser motor do progresso brasileiro, aponta Banco Mundial

Joilson César / Bnews
Com 80% da população em idade ativa e liderança na transição energética, região pode reduzir desigualdades históricas se focar em produtividade e infraestrutura  |   Bnews - Divulgação Joilson César / Bnews

Publicado em 19/12/2025, às 22h23   Cibele Gentil



O Nordeste brasileiro detém ativos estratégicos que podem transformar a região em um dos principais motores do progresso nacional. A análise faz parte do relatório "Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão", divulgado no início de dezembro pelo Banco Mundial. Segundo o documento, a região, que possui 54 milhões de habitantes, conta com 80% de sua população formada por jovens e pessoas em idade ativa, o que pode favorecer o crescimento se focar em indústrias em crescimento, como manufatura e serviços, para oferecer empregos de melhor qualidade.

Embora o capital humano tenha evoluído significativamente, com o percentual de trabalhadores com diploma universitário saltando de 9,1% em 2012 para 17% em 2023, a região ainda enfrenta o desafio de converter escolaridade em renda. Entre 2012 e 2022, o Nordeste manteve taxas de desemprego em torno de 12% e informalidade em 52%, índices superiores à média nacional. Para reverter esse cenário, o Banco Mundial sugere o aprimoramento dos sistemas de intermediação de mão de obra e a criação de políticas que incentivem a participação feminina, que hoje é de apenas 41% na força de trabalho regional, contra 52% no restante do país.

Energias renováveis e infraestrutura

Um dos pilares para essa transformação é a liderança do Nordeste na transição energética, já que a região produz 91% da energia eólica e 42% da energia solar do Brasil. Esse diferencial oferece uma oportunidade para promover um crescimento industrial sustentável. No entanto, o relatório adverte que essa vantagem natural precisa ser acompanhada de uma modernização da infraestrutura, com investimentos em rodovias, ferrovias, redes digitais e saneamento básico. Uma opção seria impulsionar os investimentos em infraestrutura por meio de parcerias público-privadas.

No campo dos negócios, o Banco Mundial recomenda a simplificação de procedimentos burocráticos para a abertura de empresas e rotinas administrativas. O documento conclui que, seguindo as estratégias apontadas, o Nordeste tem condições de abandonar definitivamente o estigma de região defasada e assumir um papel de protagonismo no desenvolvimento do Brasil.

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