Economia & Mercado

Outubro registra recorde na alta da inflação e afeta diferente setores da economia

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Levantamento foi divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (24)  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Pixabay

Publicado em 24/10/2024, às 12h56   Publicado por Vagner Ferreira



Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desta quinta-feira (24) apontou um aumento de 0,54% em relação à prévia da inflação do Brasil durante este mês de outubro, registrando a maior alta desde 2020, com 0,94%, na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15). A variação é a maior desde fevereiro, que registrou 0,78%.  

As informações são do portal Uol, que ressalta que a expectativa para o mês foi superada, visto que estava previsto o aumento de 0,5%, com base na alta do mês de setembro, que registrou 0,13%. 

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Em relação ao limite de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que se configura em 4,5%, houve alta no IPCA-15, com 4,47% no intervalo de novembro de 2023 e outubro de 2024. No período anterior, a variação foi de 5,05%.

O ranking foi liderado pela conta de energia, com 5,29%da inflação. O aumento pode ter sido consequência devido a adoção da bandeira vermelha patamar dois neste mês de outubro. As tarifas se elevaram em 0,84% quando comparado a setembro. Em contrapartida, o valor dos combustíveis se manteve estável, com recuo em 0,01%.  

O setor alimentício também ficou mais caro, com aumento de 0,87%, após registro de redução nos valores durante três meses. Segundo o IBGE, a carne e o café foram os mais afetados. O contrafilé registrou 5,42%, o café moído chegou a um aumento de 4,58% e o leite longa vida teve acréscimo de 2,00%. Contudo, a cebola, o mamão e a batata inglesa ficaram mais em conta, com -14,93%, -11,31% e -6,69%, respectivamente.

Dentre os demais grupos: habitação  (+1,72%), alimentação e bebidas (+0,87%), saúde e cuidados pessoais (+0,49%), vestuário: (+0,43%), artigos de residência (+0,41%), despesas pessoais (+0,35%), comunicação (+0,4%), educação (+0,05%) e transportes (-0,33%).

A análise do IPCA-15 foi feita em 11 áreas brasileiras. Foram elas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Distrito Federal. 

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