Economia & Mercado
por Natane Ramos
Publicado em 08/12/2025, às 18h23
Uma pesquisa trimestral realizada pelo Centro de Estudos da União Industrial Argentina (UIA) registrou uma possível crise industrial ao consultar mais de 700 empresas argentinas, apontando que 21% dessas empresas reduziram seu quadro de funcionários no mês de outubro, após a queda na produção.
Ainda segundo o levantamento, 23,5% das empresas ajustaram os turnos de trabalho e 7,7% suspenderam a produção. No relatório, apenas 10,6% das indústrias aumentaram seu quadro de funcionários, em um cenário em que mais de 19 mil empresas encerraram suas atividades desde o início do governo de Javier Milei.
O relatório aponta que o indicador de desempenho industrial registrou 43,8 pontos no mês de outubro, e uma queda de 5,2 pontos em comparação a 2024. Os setores têxtil, de metais básicos, vestuário, couro e calçados foram os mais afetados, registrando uma queda de 40,3% das empresas na produção.
O estudo da UIA reforça a preocupação com uma crise industrial que se aprofunda a cada dia, sem uma perspectiva de recuperação desde 2014. Vale reforçar que o Centro de Estudos do Sindicato Industrial Argentino revelou que uma em casa duas empresas apresentaram dificuldades para pagar os funcionários.
No entanto, Javier Milei afastou as críticas sobre a crise dos setores. "Se a economia se abre e um determinado setor vai à falência, é porque os produtos importados são de melhor qualidade e/ou mais baratos", declarou o presidente da Argentina.
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