Economia & Mercado

Pesquisadores descobrem como transformar lixo eletrônico em ouro puro

Reprodução / Jingming Pan / Unsplash
O aparelho pode ser uma rica fonte de elementos valiosos, como ouro, prata e cobre  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Jingming Pan / Unsplash
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 25/09/2025, às 10h59 - Atualizado às 13h02



É comum que aparelhos eletrônicos sejam descartados devido à obsolescência programada. Porém, a forma como são descartados pode agravar o problema do acúmulo de lixo eletrônico.

Por isso, métodos sustentáveis e inovadores para reutilizar esses materiais são fundamentais. A extração de metais preciosos das placas-mãe de computadores antigos é uma fonte valiosa de elementos como ouro, prata e cobre.

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Pesquisadores da ETH Zurich desenvolveram um novo método que oferece uma solução econômica e ecologicamente correta. A técnica utiliza uma esponja de nanofibrilas de proteína do soro de leite para capturar seletivamente íons de ouro.

Processo de extração

O método utiliza a esponja que tem a capacidade única de absorver íons de ouro dos resíduos eletrônicos, e possibilita a recuperação do metal de forma limpa e sustentável. 

Tal procedimento transforma aquilo que é muitas vezes considerado lixo em uma potencial fonte de riqueza, com pouca emissão de poluentes no processo. Os cientistas conseguiram extrair uma pepita de ouro de 22 quilates, pesando 450 miligramas, de 20 placas-mãe usadas.

O resultado foi obtido sem o uso de químicos agressivos, que transformou um problema ambiental em uma oportunidade econômica. A esponja depois é aquecida, permitindo a redução dos íons de ouro em partículas sólidas prontas para a fusão e formação de pepitas.

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Benefícios econômicos e ambientais

A estimativa mostra que a cada dólar investido no processo, pode-se recuperar até 50 dólares em ouro, representando um incentivo significativo para adoção em larga escala. Além disso, a pepita extraída atinge alta pureza, com 91% de ouro e 9% de cobre, que agrega mais valor ao produto final.

Ao evitar o uso de métodos tradicionais, que liberam contaminantes perigosos no meio ambiente, este novo processo da ETH Zurich reduz significativamente a pegada de carbono associada ao processamento de resíduos eletrônicos, gerando assim fortes benefícios ambientais.

Desta forma, promove a economia circular, no qual os produtos são reaproveitados e mantidos em uso, diminuindo a demanda por mineração e exploração de novos recursos naturais.

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