Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 23/07/2025, às 09h17
O índice de reajuste dos planos de saúde ficou acima da inflação – que segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,32% – e teve registro de 6,06% ao ano, conforme apontado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com informações do jornal O Globo, o percentual será válido, com retroativo, entre 1º de maio deste ano a 30 de abril de 2026. Ainda, será aplicado na data de aniversário do contrato.
Este é o menor reajuste em 17 anos, com exceção de 2021, com a pandemia da Covid-19. O índice só não supera 2008, que contou com o percentual em 5,48%. O teto de revisão dos contratos individuais ficou em 6,91% em 2024 e o de 2023 foi de 9,63%. A base de cálculo inclui custos médico-hospitalares nos últimos 12 meses e a variação do IPCA.
As operadoras e as empresas contratantes, no entanto, negociam os contratos com base, muitas vezes, em percentuais com dois dígitos. Em 2024, por exemplo, o índice ficou em 13,80% - o de 2025 deve seguir a mesma linha. O banco BTG Pactual apontou em relatório que, entre dezembro e fevereiro, o aumento médio foi de 12,8%. Entretanto, na prática, o reajuste pode ser ainda maior.
Ainda neste ano, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou as operadora de planos de saúde como os setores com maiores reclamações devido aos reajustes abusivos, se configurando em 25,85% dos casos, e problemas contratuais, reembolso e descredenciamento em seguida com 19,49%.
O reajuste é aplicado após um ano de contrato. Como esse ano o reajuste está sendo divulgado com dois meses de atraso, o percentual será aplicado retroativamente, conforme a reportagem.
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