Economia & Mercado
Abastecer com etanol já foi sinônimo de economia no Brasil, especialmente nas décadas passadas. Hoje, no entanto, os motoristas não encontram a mesma facilidade. Com a evolução dos motores, os veículos modernos têm se mostrado menos eficientes quando utilizam o combustível derivado da cana-de-açúcar.
Segundo levantamento do portal UOL, atualmente os carros flex consomem, em média, 30% mais etanol do que gasolina. No passado, essa diferença era bem menor, girava em torno de 15%.
Esse aumento no consumo está diretamente ligado à forma como os motores atuais são projetados. Além da necessidade de atender normas mais rígidas de emissões de poluentes, os motores flex são ajustados para funcionar com ambos os combustíveis, o que compromete a eficiência específica do etanol.
“Nos anos 80, o carro a álcool era muito mais econômico porque o motor era ajustado para operar com mistura pobre. Isso significa que usava menos etanol em relação ao ar na hora da queima do combustível”, explicou o engenheiro Renato Romio ao UOL.
Outro fator importante é que, antigamente, os consumidores precisavam escolher entre carros movidos exclusivamente a gasolina, álcool ou diesel. O avanço dos motores bicombustíveis trouxe praticidade, mas também comprometeu a performance específica de cada tipo de combustível.
A combinação de tecnologia, legislação ambiental e design dos motores ajuda a explicar por que o etanol, embora ainda seja uma alternativa mais limpa, já não oferece a mesma vantagem econômica de antes.
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