Economia & Mercado
O empresário João Adibe, presidente da Cimed, recusou um acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) no valor de R$ 81 mil em uma investigação que apura o descumprimento de embargo na obra de sua mansão nos Jardins, área nobre da capital paulista. Com a negativa, o caso segue em investigação na Polícia Civil.
O inquérito foi aberto após denúncia da subprefeitura de Pinheiros, que apontou continuidade das obras mesmo após embargo. Em março, o MPSP chegou a propor a transação penal, mas a defesa não aceitou. Agora, o depoimento de Adibe foi solicitado, bem como novas diligências.
Paralelamente, a disputa também ocorre na esfera cível. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve o embargo da obra, negando recursos apresentados pelo empresário.
A construção também é alvo de uma ação da Associação de Moradores dos Jardins, que aponta possíveis irregularidades urbanísticas e impactos em imóveis vizinhos, como o do banqueiro André Schwartz.
A defesa de Adibe sustenta que a obra foi autorizada, já está concluída e possui "habite-se". Alega ainda que não há qualquer irregularidade e responsabilidade pelos danos apontados.
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