Economia & Mercado

Presidente da Fieb cobra revisão de tarifas dos EUA e alerta para concorrência com produtos asiáticos

Devid Santana/Bnews
Carlos Henrique Passos afirma que competição com importados da Ásia e da China é um dos principais desafios para a indústria baiana  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/Bnews

Publicado em 06/10/2026, às 11h15   Bernardo Rego e Eduardo Costa



O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, falou na manhã desta terça-feira (6) sobre os impactos no estado das tarifas aplicadas pelos EUA no Brasil.

Em conversa com a imprensa durante o  lançamento da 3ª edição do INDEX 2027, Passos cobrou do governo Federal uma atuação para revisão das taxas e citou que o maior problema na Bahia é a competitividade com outros mercados.

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Nós temos um grupo de produtos aqui na Bahia que representa mais ou menos um terço da nossa pauta de exportação, que está onerado por uma tarifa estabelecida pelo governo dos Estados Unidos. Esse processo é que ainda não se concluiu, nós esperamos que o governo crie as condições de defesa para a revisão dessa tarifa", disse.

"Acredito eu que algum caminho se chegará, mas, na verdade, eu lhe diria que o problema maior da Bahia, mais do que a questão da tarifa americana que afeta um grupo reduzido de produtos e de empresas, é a nossa competitividade com a importação de produtos que vêm de outros países, em especial da Ásia, da China, que muitas vezes compete com produtos locais e que em condições que a indústria brasileira não tem condições de alcançar", declarou.

Passos também defendeu que a Bahia carrega um peso relevante na indústria.

"A Bahia ainda tem uma economia que tem um peso industrial relevante. Dentro da indústria, a nossa indústria química, petroquímica ainda tem um papel importante, mas nós temos outras indústrias, como a indústria de calçados", afirmou.

"A indústria de calçados hoje é uma indústria altamente afetada pela taxa, chamada ‘taxa das blusinhas', na medida em que há a possibilidade de você importar produtos sem pagamento de impostos, e essa indústria aqui tem que competir com esses produtos que chegam aqui", disse.

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