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Profissão Peão: Saiba por que jovens estão apostando na montaria em touros como carreira profissional

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Tricampeão mundial de montaria de touros fala sobre a popularização do esporte e dá dicas como competidor profissional  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 21/06/2024, às 07h32 - Atualizado às 07h40



Nos últimos anos, a montaria em touros, tradicionalmente vista como uma prática perigosa e reservada aos mais destemidos, sendo considerada por muitos o esporte mais radical da terra, tem atraído cada vez mais jovens ao esporte, que veem na arena não apenas um desafio, mas uma promissora carreira profissional.

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Essa crescente adesão de novos talentos à profissão de competidor profissional de montaria em touros, o popular “peão”, reflete um movimento cultural significativo, onde a busca por adrenalina, reconhecimento e sucesso se unem à valorização de tradições rurais. 

“A montaria em touros não é apenas um esporte radical, ela exige habilidades específicas, preparo físico intenso e uma mentalidade focada e resiliente. Jovens de diversas regiões estão sendo atraídos pelas oportunidades que a carreira oferece, desde prêmios financeiros até a possibilidade de se tornarem ícones do esporte e inspirarem futuras gerações”, explica Adriano Moraes, conhecido como “The Phenomenon” (“o fenômeno”, em português), presidente da PBR (Professional Bull Riders) Brazil e ex-competidor de montaria em touros.

 “Com um maior acesso e cobertura ao que a montaria proporciona, vemos surgir novos competidores de vários estados do Brasil. José Vitor Leme e Cássio Dias, por exemplo, incentivam muitos jovens a montarem, por meio de suas histórias difíceis de vida e tudo o que conquistaram, por meio do esporte”, completa Adriano, que conquistou trajetória única e pioneira no mercado do rodeio, tendo sido o primeiro campeão, bicampeão e tricampeão mundial no esporte.

Adriano também iniciou sua carreira cedo, aos 16 anos, tendo competido pela primeira vez aos 18. “Meu primeiro contato com o esporte foi assistindo um rodeio profissional em São Paulo, em 1984. Mas, montar em touro, na minha época, era uma coisa natural, sem nem saber que existia rodeio. Para quem sempre morou no interior, como eu, falta muita opção de vida e a oportunidade de ter uma profissão que pode mudar sua vida e a de sua família. Na época, eu vi na montaria em touros a chance de escapar da pobreza extrema. Para mim e, talvez, para 100% dos competidores em touros, o esporte hoje é uma opção de estabilidade financeira, de ganhar dinheiro”, explica Moraes, que, com sua carreira, revolucionou a montaria em touros no Brasil, tornando-a mais profissional, além de aumentar as premiações e o reconhecimento dos atletas, atraindo talentos e fãs para o esporte.

 Para quem busca ingressar na carreira de montaria em touros, Adriano alerta que o maior desafio é, de fato, o esporte em si. “É uma carreira que demanda muito. São muitos tropeços no caminho, machucados e é preciso estar sempre buscando melhorar sua performance”, alerta.

 “No começo, a maioria das pessoas começa a treinar onde moram mesmo. Conforme vão subindo os níveis, o nível de treinamento muda bastante. Eu tive essa fase da minha vida de ter um treinador próprio para o esporte de montaria em touros, além de psicólogo, nutricionista, entre outros profissionais comuns entre os atletas de alta performance”, complementa.

Adriano ressalta que, como qualquer esporte, há riscos para os competidores. É preciso saber, antes de ingressar, que a montaria é, de fato, uma modalidade perigosa e que pode até colocar a vida em risco.

“Para quem está pensando em começar, é preciso saber que os atletas vão, eventualmente, se machucar, talvez até gravemente, e podem, inclusive, perder a sua vida. É preciso ter muita determinação, fé e confiança que vai conseguir, além de procurar o máximo de ajuda profissional possível”, aconselha.

“Na prática, é imprescindível usar todos os equipamentos de segurança, como o colete, obrigatório em todas as idades, além do capacete, que é essencial a partir de uma certa idade, além de estar sempre em forma, focado e preparado técnica, física, espiritual e mentalmente”, finaliza Moraes.

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