Economia & Mercado

Quem é o único bilionário da Venezuela que enriqueceu no país sem petróleo

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Descubra como Juan Carlos Escotet se destacou no setor financeiro, mesmo em um país rico em petróleo  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ circulo.gal
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 05/01/2026, às 10h30 - Atualizado às 11h12



Recentemente, com a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, após ofensivas dos Estados Unidos, sob gestão do presidente Donald Trump, o debate sobre o petróleo voltou à tona no cenário internacional, mas o país tem um bilionário que enriqueceu sem a matéria-prima.

Mesmo detendo a maior reserva de petróleo do mundo, a Venezuela possui apenas um bilionário ligado ao setor financeiro. Segundo a revista Forbes, em 2025, apenas um nome representa o país na lista global de bilionários: Juan Carlos Escotet, fundador do banco transnacional Banesco, cuja sede está em Caracas, capital venezuelana.

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Segundo a Forbes, Escotet possui um patrimônio líquido estimado em US$ 7,4 bilhões, cerca de R$ 40 bilhões. No ranking mundial elaborado pela revista, o empresário ocupa a 430ª posição. Em 2024, sua fortuna era estimada em aproximadamente R$ 20 bilhões, número que praticamente dobrou. 

Esse cenário, no entanto, contrasta com a realidade da população venezuelana, marcada por desemprego elevado, hiperinflação, sanções internacionais e empobrecimento acelerado.

A trajetória de Juan Carlos Escotet chama atenção. Ele saiu do cargo de office-boy para se tornar um dos maiores magnatas do setor bancário latino-americano. Filho de espanhóis que migraram de Madri para a Venezuela, Escotet começou a trabalhar ainda jovem.

Aos 17 anos, atuou como office-boy no Banco Unión. Mais tarde, formou-se em Economia e, em 1986, fundou uma corretora financeira. Anos depois, o negócio se expandiu, e Escotet tornou-se sócio do banco onde iniciou sua carreira.

Desde então, o grupo Banesco seguiu em crescimento. Em 2024, Escotet adquiriu as operações do banco francês Crédit Mutuel na Espanha, consolidando um conglomerado financeiro com atuação internacional.

Apesar de ter se fortalecido durante o boom do petróleo entre as décadas de 1980 e 2000, o Banesco enfrentou conflitos diretos com o regime iniciado por Hugo Chávez e aprofundado sob Nicolás Maduro. Atualmente, embora continue como líder do sistema bancário venezuelano, o banco aposta cada vez mais na expansão fora do país.

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