Economia & Mercado

Relatório aponta que concentração da riqueza é a maior em 30 anos no mundo; saiba detalhes

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Na América Latina, políticas adotadas após os anos 1990 provocaram avanços para diminuir desigualdade  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 09/12/2025, às 15h16



Um grupo de pesquisadores da rede World Inequality Lab, liderado pelo economista francês Thomas Piketty, produziu a terceira edição do Relatório Mundial sobre a Desigualdade 2026 onde aponta que a desigualdade da riqueza atingiu o maior nível em 30 anos no mundo.

De acordo com o estudo, os 10% mais ricos possuem 75% de toda a riqueza do mundo, em contrapartida a metade mais pobre fica com apenas 2%. O estudo leva em conta que a riqueza é o patrimônio líquido das pessoas o que inclui a soma de ativos financeiros como ações e títulos, além de imóveis já descontadas as dívidas.

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Em relação à renda os 10% mais ricos do mundo ficam com 53% da renda global, enquanto a metade mais pobre recebe apenas 8%. Já os 40% do meio detêm 23% da riqueza e 38% da renda global.

Sobre o impacto dos programas sociais oferecidos pelos governos para ajudar na subsistência da população, o estudo mostrou que na Europa, América do Norte e Oceania houve uma redução na desigualdade em mais de 30%. Na América Latina, políticas adotadas após os anos 1990 também provocaram avanços.

O relatório também mostra que os bilionários e centimilionários pagam proporcionalmente menos impostos do que famílias com rendas muito inferiores.

“Esse padrão regressivo priva os Estados de recursos para investimentos essenciais em educação, saúde e ação climática. Também prejudica a justiça e a coesão social, diminuindo a confiança no sistema tributário”, dizem os autores do relatório.

Segundo os autores, tributar uma parte das fortunas daria aos governos mais capacidade fiscal para enfrentar desafios estruturais — seja da educação, saúde ou até transição climática —, sem aumentar o ônus sobre a classe média ou os mais pobres.

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