Economia & Mercado

Saiba qual impacto no Brasil em relação às tarifas de 25% sobre aço e alumínio que entraram em vigor nos EUA

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Medida impacta o Brasil que está entre os três maiores fornecedores de aço aos EUA  |   Bnews - Divulgação Sean Gallup/Getty Images
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/03/2025, às 10h37



Entraram em vigor nesta quarta-feira (12), as tarifas de 25% sobre aço e alumínio impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A medida, anunciada desde fevereiro, foi implementada para "todos os parceiros comerciais, sem exceções ou isenções", impactando significativamente o Brasil, que ocupa o posto de segundo maior fornecedor de aço do país.

O Brasil é, em volume, o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, conforme dados do Departamento de Comércio norte-americano. Ao todo, foram 4,1 milhões de toneladas em exportações para o país em 2024. Os números ficam atrás apenas do Canadá, responsável por 6 milhões de toneladas ao mercado norte-americano. Em terceiro lugar, vem o México, com o envio de 3,2 milhões de toneladas. 

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Produtos semiacabados de aço, como blocos e placas, estão entre os principais itens exportados pelo Brasil aos EUA, ao lado de petróleo bruto, produtos semiacabados de ferro e aeronaves. As exportações geralmente são de semiacabados já que os produtos posteriores da cadeia são feitos a partir dos pedidos dos clientes e, por isso, têm formatos menos padronizados, o que dificulta seu transporte. Já as exportações brasileiras de alumínio são consideravelmente menores que as de aço.

O principal efeito da medida será a diminuição das exportações para os norte-americanos. Além disso, o cenário traz desafios para o setor siderúrgico, que terá que redirecionar suas vendas ou, no longo prazo, diminuir a produção.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, mostram que os EUA foram destino de 47,9% das exportações do grupo de aço e ferro do Brasil em 2024. Nunca o Brasil teve uma participação tão grande naquele mercado. O segundo maior comprador do Brasil é a China, mas a fatia é bem menor: 10,7% dos embarques de aço e ferro.

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