Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 12/12/2024, às 12h43 - Atualizado às 12h53
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia divulgou, nesta quinta-feira (12), a carta de conjuntura referente ao terceiro trimestre de 2024, uma análise detalhada sobre o desempenho da economia baiana e dos cenários nacional e internacional do período.
Nesta edição, o Boletim de Conjuntura da Bahia evidencia que os resultados positivos para comércio varejista, serviços, indústria geral, exportações e geração de emprego formal impactaram positivamente no PIB da Bahia, porém a agropecuária contribuiu negativamente para que o resultado do PIB não fosse mais elevado.
O documento, elaborado pela Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da SEI, registra que, no terceiro trimestre deste ano, o PIB da Bahia cresceu 3,6%, na comparação com mesmo período de 2023, enquanto em relação ao segundo trimestre de 2024, a taxa foi 0,8%. Nos nove primeiros meses a alta foi de 3,1%.
Para o quarto trimestre do ano, a manutenção dos efeitos do incremento das transferências de renda e a continuidade da geração de empregos podem ainda sustentar a demanda, principalmente, o consumo das famílias, que se encontra resiliente, embora a elevação da taxa de juros e a restrição do crédito possam levar o crescimento para taxas mais moderadas nos próximos trimestres. Portanto, as previsões para o PIB de 2024 giram em torno de 2,8% a 3,2%, uma elevação significativa em relação as previsões do trimestre anterior.
Desta forma, setores como comércio e a indústria serão impactados positivamente com relação às suas vendas. Vale salientar que o destaque no terceiro trimestre foi a produção física da indústria geral, que registrou um movimento ascendente, passando de 1,1% no segundo trimestre para 5,0% no terceiro. Já o grande setor indústria, formado pela construção, eletricidade, água e gás e indústria geral (transformação e extrativa), registrou alta de 5,7%. Apenas o setor da Indústria Extrativa Mineral registrou queda (11,6%).
Contribuíram para expansão do PIB, os setores de comércio e serviços, a geração de empregos, o aumento da oferta de crédito para as famílias, o reajuste no Bolsa Família e a queda dos juros.
O comércio varejista manteve crescimento nas vendas no terceiro trimestre de 2024, mas em ritmo moderado. Nesse período, a taxa de expansão nos negócios foi de 5,1%. Já o volume de serviços na Bahia apresentou resultado mais modesto em relação ao comércio varejista, marcando crescimento de 1,4%, mantendo a expansão iniciada no segundo trimestre de 2021 (28,4%). Essa é a décima quarta taxa positiva consecutiva, para esse tipo de comparação.
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