Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 24/06/2025, às 09h33
O São João na Bahia se consolidou como uma festa que estimula a economia em todo o estado. De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a folia junina gera cerca de R$ 2 bilhões por ano apenas no nordeste, com a Bahia alcançando uma média de 30% da receita anual de pequenos comerciantes do interior neste período.
Senhor do Bonfim, Amargosa, Cruz das Almas e Ibicuí são exemplos de cidades que atraem um grande fluxo de pessoas, aquecendo o turismo, além da economia local, com o fortalecimento do comércio e novas possibilidades de aumentar a renda.
Até o último domingo (22), o sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) registrou 210.443 pessoas em festas do São João da Bahia, sendo 142.334 foliões no Pelourinho, 35.458 em Paripe e 32.651 no Parque de Exposições. Vale ressaltar que a operação de segurança contabilizou 1.500 câmeras, sendo 500 com a tecnologia de reconhecimento facial.
A líder regional da XP no Norte e Nordeste, Larissa Falcão, ressaltou que o período pode ampliar discussões para temáticas envolvendo o mercado financeiro. “O São João gera um pico de liquidez local. Pequenos negócios aumentam suas vendas, o turismo aquece, e há um movimento importante de capital. O mercado financeiro pode ser um aliado, criando soluções que atendam essa sazonalidade, como linhas de crédito ajustadas ao ciclo de vendas e iniciativas de educação financeira voltadas para os empreendedores locais”, disse ela, segundo informações do portal A Tarde.
Larissa destacou ainda a necessidade de planejamento dos comerciantes após a festa. “Muitos pequenos empresários enfrentam dificuldades nos meses pós-festa por falta de gestão financeira. Por isso, temas como fluxo de caixa, precificação e formação de reservas financeiras são tão urgentes”, continuou.
Vale ressaltar que Bahia é o estado do nordeste com maiores números de investidores, conforme apontado pela principal bolsa brasileira, a B3. O estado possui cadastro de mais de 223 mil contas e aporte médio aplicado em R$ 11,74 bilhões. Os baianos seguem com um perfil mais conservador, com 52% dos investidores e investimento inicial em até R$ 200.
“O investidor baiano, mesmo com perfil mais cauteloso, já começa a olhar para a diversificação como forma de proteger seu patrimônio. E isso vale também para os empreendedores juninos, que precisam aprender a transformar o lucro da alta temporada em segurança para o restante do ano”, continuou Larissa.
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