Economia & Mercado

Secretário lamenta aumento nos preços dos combustíveis: "não há diálogo"

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Secretário Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) esteve em lançamento do Programa de Qualificação para Turismo da Bahia  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/ BNews
Vagner Ferreira e Yuri Pastori

por Vagner Ferreira e Yuri Pastori

Publicado em 17/03/2026, às 11h16



O Programa de Qualificação para o Turismo da Bahia foi lançado nesta terça-feira (17), no Wish Hotel da Bahia, no bairro Campo Grande, em Salvador. O evento reuniu representantes do trade turístico e da economia do estado, a exemplo do secretário Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), Ângelo Almeida.

“Nós estamos, nesse momento, celebrando os dados recentes que saíram do Cadastro Geral de Desempregados (CAGED) de 2025. Fizemos um estudo da série dos últimos três anos com relação aos três primeiros anos do governo de Jerônimo e não foi surpresa para nós. O dado estatístico está aí: 251 mil pessoas, cidadãos e cidadãs, trabalhadores e trabalhadoras, tiveram carteira assinada, recorde histórico, na série de 20 anos para cá”, destacou Almeida.

Para ele, o resultado mostra os avanços feitos pela chapa, como a atração dos investimentos, ao bom ambiente de negócio com o setor produtivo, à segurança jurídica, e aos ajustes que foram necessários ao longo desses anos. “Nós temos avançado bastante”, afirmou, otimista.

“Nós saímos em 2023, entramos com cerca de 13% em taxa de desocupação e já chegamos a 8%. Ou seja, estamos em declínio, com uma curva descendente bastante interessante e animada. Estou feliz em participar desse momento, demonstrando força e crescimento do Estado. Chegou o resultado recente da indústria brasileira e está crescendo 3% agora no mês de janeiro. Iniciamos 2026 também com mais essa boa notícia”, acrescentou ele.

Além de comentar sobre os desafios e as potenciais da Bahia para o setor de energias renováveis e o mercado de trabalho, o secretário ressaltou que o estado tem se tornado protagonista quando o assunto é minerais críticos com grande potencial para investimento.

Ainda, destacou também sobre como a guerra do Oriente Médio pode impactar a economia baiana.  “A Bahia é um estado também que tem uma fronteira agrícola extraordinária, que depende muito do combustível ainda. É um estado em que o transporte que é produzido em versão ao suporte, por exemplo, pesa um pouco por causa do frete e isso impacta infelizmente na venda da nossa refinaria, que é do setor privado. E nesse momento de dificuldade, de guerra, nós perdemos o instrumento de defesa e de proteção do Estado”, explicou.

“O Estado brasileiro hoje está, sobretudo aqui no Nordeste, com mais dificuldade de fazer isso aqui (a negociação). Reparem que o repasse tem sido imediato, não há diálogo conosco sobre esse repasse e nós estamos buscando dialogar. O governador está buscando também fazer o diálogo, para saber quais são os meios que nós temos para mitigar e perdurar essa situação de guerra lá no Golfo”, concluiu.

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