Economia & Mercado
O primeiro semestre de 2025 foi positivo para a economia portuária do Nordeste do Brasil. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a região movimentou 150,5 milhões de toneladas de cargas.
O volume representa um crescimento de 1,2 milhão de toneladas em relação ao mesmo período de 2024. O balanço também mostra avanço no comércio exterior, com aumento de 3,27% nas importações e 3,22% nas exportações.
Na Bahia, a situação não é diferente. Em conversa exclusiva para o projeto Semana Azul BNews, o diretor da Porto Participações SA, empresa que é sócia minoritária do Terminal Portuário Cotegipe, e vice-presidente do Conselho de Portos da FIEB, Sérgio Faria, destacou a influência dos terminais de uso privado no Brasil.
Movimentando cerca de 65% de toda a carga no Brasil, algo em torno de 1,4 bilhão de toneladas, o segmento tem uma importância significativa na economia nacional e de acordo com Sérgio Faria é uma grande engranagem do sistema econômico do cenário brasileiro.
É uma importância muito grande, expressiva, inclusive na movimentação de contêineres, que era uma carga que antes era movimentada somente pelos portos públicos, mas que hoje já tem vários terminais de uso privado com forte movimentação de grãos, de contêineres. Aqui na Bahia não, mas em outros estados", iniciou.
"Cotegipe, que é um terminal para exportação de grãos, ele escoa farelo e soja praticamente 100% de toda a produção do oeste da Bahia, fora que tem uma movimentação terminal inteiramente privada, com uma movimentação da ordem de 7 milhões de toneladas por ano, sendo a principal carga soja em grãos e o farelo de soja. Esse terminal é essencial para o desenvolvimento da região do oeste da Bahia", emendou.
Referente a campanha da Semana Azul, que faz referência a economia azul ou do mar, o diretor destacou tamanha sensibilidade do período e destacou os "tesouros" naturais presentes em todo o estado, como a Baía de Todos os Santos.
Nós temos consciência de que dentro da Baía de Todos os Santos é um tesouro, nós precisamos preservar isso da melhor forma possível. E o exercício da atividade portuária precisa ser feito em absoluto respeito ao meio ambiente, seja na parte de terra, seja na parte de mar. Então há uma preocupação muito grande nisso. E nós estamos agora, e até fiz essa provocação esta semana, junto ao vice-almirante e junto a outros terminais, para que os portos da Bahia de Todos os Santos, idependente de serem terminais de uso privado ou porto organizado, se unam para formar uma espécie de grupo, ou de cluster que pudesse atuar conjuntamente em benefício dessas ações em prol do meio ambiente", opinou.
A Bahia possui um importante complexo portuário, composto pelos portos públicos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus. Em entrevista à reportagem, o presidente e fundador da Associação Náutica da Bahia e Presidente da SOAMAR Salvador, Santiago Campo enfatizou a influência dos portos para o estado.
O Porto de Aratu-Candeias, apesar da sua grande importância para a Bahia, acredito que tenha influência para carga, já os portos públicos de Salvador e de Ilhéus, misto carga e turismo, têm aproveitado a crescente do turismo marítimo por meio de investimentos em infraestrutura e modernização, aumentando a competitividade e impulsionando o desenvolvimento econômico do estado", disse.
Com grande procura, especialmente no turismo marítimo, como mergulhos, passeios de barco e, durante o período de julho a setembro, observação de baleias jubartes, o presidente destacou o impacto financeiro dos portos para o segmento no estado.
O impacto financeiro e econômico do turismo marítimo nos portos da Bahia é significativo. Os investimentos nos portos públicos da Bahia visam aumentar a eficiência operacional e consolidar os terminais como polos estratégicos do comércio marítimo da Bahia e do Brasil", comentou.
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